Para Fins de Mercado
O dia na aldeia
Se joga o dado
Esse é o fato
De quem garante no braço viver
Nessa aldeia de sucesso e fracasso
Feito um molambo
Feito um escambo humano
Índio pós-catequizado
Que fica irado depois de saber
Que o seu viver é princípio motor
Para fins de mercado
Eu não quero emprego, não
Não, não, não, não, não
Eu não quero teu dinheiro
Pra poder ter sossego
Eu não vendo mais minhas mãos
O ódio na aldeia aumentou
Dobrou na esquina
Brechou na quina
Levando em baixo
Do braço o flagrante
Pra calar no berço
O que cresce pra o descaso
Que corre as vias
Das entranhas da periferia
Do barro batido, barraco
Que fica irado depois de saber
Que o seu viver é princípio motor
Para fins de mercado
Para Fines de Mercado
El día en la aldea
Se tira el dado
Ese es el hecho
De quien asegura vivir a pulso
En esta aldea de éxito y fracaso
Como un trapo viejo
Como un trueque humano
Indio post-catequizado
Que se enfurece al enterarse
Que su vivir es el motor principal
Para fines de mercado
No quiero trabajo, no
No, no, no, no, no
No quiero tu dinero
Para poder tener tranquilidad
No vendo más mis manos
El odio en la aldea aumentó
Dobló en la esquina
Miró de reojo en la esquina
Llevando abajo
Del brazo el flagrante
Para silenciar en la cuna
Lo que crece hacia el descuido
Que recorre las calles
De las entrañas de la periferia
Del barro golpeado, barraca
Que se enfurece al enterarse
Que su vivir es el motor principal
Para fines de mercado
Escrita por: Toninho Borbo