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Auto del Toro Garantido

Tony Medeiros

Auto do Boi Garantido

Amo do boi: Ê vaqueiro, fama real
Chamo, ninguém me responde
Olho, não vejo ninguém
Quero saber quem tirou a língua do meu boi
Não sei ao certo, mas desconfio quem foi

Vaqueiro: Pronto, senhor meu amo
Desculpa a demora, mas aqui estou
Estava no campo de mazagão
À procura do seu boi
Pelejei, mas não encontrei nenhum rastro pelo chão
Perdoe, senhor meu amo
Já parti meu coração

Amo: Reúna os caboclos e a vaqueirada
Pra capturar tinhoso matador
E traga amarrado o pai francisco
Que ele vai pagar com sua dor

Vaqueiro: Pronto, senhor meu amo
Eis o fugitivo e sua mulher
Que está prenha e comeu a língua do boi
Seu desejo não ficou pra depois, depois

Amo: Diga, pai francisco
Por que matou meu boi?

Pai francisco: Não quis matar
Eu só queria a língua tirar
Pra desejo saciar
E catirina não me apurrinhar
Dizendo que o nosso filho com cara de boi ia chegar

Amo: Olha, seu cabra, paciência acaba
Tiro vida, sangue e ponta de barba
Caso não dê jeito no mais afamado touro do lugar

Pai francisco: Não se apoquente, meu patrão
Vou resolver essa questão
Vou chamar o curador poderoso pajé

Rufa tamurá!
Balança maracá!
Rufa tamurá!
Balança maracá!

Amo: Urrou o meu novilho
Meu amado garantido
O meu povo está em festa
Viu meu boi ressuscitar

Boi, boi, boi, boi
Boi, boi, boi, boi
Tradição da festa de boi-bumbá
Boi, boi, boi, boi
Boi, boi, boi, boi
Essa tradição vamos celebrar

Auto del Toro Garantido

Amo del toro: Eres vaquero, fama real
Llamo, nadie me responde
Miro, no veo a nadie
Quiero saber quién le quitó la lengua a mi toro
No estoy seguro, pero sospecho quién fue

Vaquero: Listo, señor mi amo
Disculpe la demora, pero aquí estoy
Estaba en el campo de mazagón
Buscando su toro
Peleé, pero no encontré rastro alguno en el suelo
Perdóneme, señor mi amo
Ya me partió el corazón

Amo: Reúna a los caboclos y a la vaquería
Para capturar al maldito asesino
Y traiga atado al padre Francisco
Que pagará con su dolor

Vaquero: Listo, señor mi amo
Aquí está el fugitivo y su mujer
Que está embarazada y se comió la lengua del toro
Su deseo no esperó, esperó

Amo: Diga, padre Francisco
¿Por qué mató a mi toro?

Padre Francisco: No quise matar
Solo quería quitar la lengua
Para saciar mi deseo
Y que Catirina no me fastidiara
Diciendo que nuestro hijo con cara de toro llegaría

Amo: Mira, compadre, la paciencia se acaba
Quito vida, sangre y punta de barba
Si no hay solución, al toro más famoso del lugar

Padre Francisco: No se preocupe, mi patrón
Resolveré este asunto
Llamaré al poderoso curandero pajé

¡Toca el tambor!
¡Agita la maraca!
¡Toca el tambor!
¡Agita la maraca!

Amo: Rugió mi novillo
Mi amado Garantido
Mi gente está de fiesta
Vio a mi toro resucitar

Toro, toro, toro, toro
Toro, toro, toro, toro
Tradición de la fiesta de boi-bumbá
Toro, toro, toro, toro
Toro, toro, toro, toro
Esta tradición vamos a celebrar

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