Despencar
Ponte sem corrimão
O despencar da emoção
Sob os teus pés no ar
Cem mil metros ao chão
Um abismo a chamar
Vem e me dá tua mão
Seja minha sustentação
Se minha perna dobrar
Não me jogue ao chão
Que eu não sei levantar
Ecos de solidão
Como numa velha canção
Pelas ondas no ar
Morre na imensidão
Sem ninguém pra sintonizar
Se a cicatriz curar e o elo se formar
Nós vamos flutuar sem imergir
Mas se a ponte virar e a gente despencar
Eu vou te amar até chegar ao chão
Não há o que pensar se a gente se jogar
Eu dou meu paraquedas para ti, só pra ti
Corte e cicatriz
A derrocada por um triz
Um estanque a sangrar
A costura a se abrir
No teu peito a secar
Promessas de festim
Num tiroteio perto ao fim
Se tua arma travar
Que aponte pra mim
Eu não vou desviar
Caída libre
Ponte sin barandilla
La caída libre de la emoción
Bajo tus pies en el aire
Cien mil metros hacia abajo
Un abismo llamando
Ven y dame tu mano
Sé mi sostén
Si mi pierna se dobla
No me arrojes al suelo
Porque no sé levantarme
Ecos de soledad
Como en una vieja canción
Por las ondas en el aire
Muere en la inmensidad
Sin nadie para sintonizar
Si la cicatriz sana y el lazo se forma
Vamos a flotar sin sumergirnos
Pero si el puente se derrumba y caemos
Te amaré hasta tocar el suelo
No hay nada que pensar si nos lanzamos
Te doy mi paracaídas, solo para ti
Corte y cicatriz
La caída por un pelo
Un estanque sangrando
La costura abriéndose
En tu pecho secándose
Promesas de banquete
En un tiroteo cerca del final
Si tu arma se atasca
Apunta hacia mí
Yo no me apartaré
Escrita por: Antonio Leal / João Dezordi / Lucas Patrício / Rafael Figini / Rickson Ribas