Por Um Verão Mais Gelado
Eu vejo daqui o desalento desesperado
Minha cabeça parece a bagunça da sala ao lado
Pouco a pouco me pus a perder coisas por você
Na ingênua esperança de ver tu ceder
E você se jogou, se auto incinerou
De um eterno corpo escasso
Pra um lugar sem mais calor
Eu posso estender minha mão, mas eu vou só olhar
E a velha má sorte está a me seguir (e eu percebi)
E as peças quebradas estão a se unir (e eu já senti)
Não posso viver sem querer te ferir
E as coisas que eu disse eu não posso cumprir
Me diga mulher porque tu estás aqui
E você se jogou, se auto incinerou
De um eterno corpo escasso
Pra um lugar sem mais calor
Eu posso estender minha mão, mas eu vou só olhar
Tu escreve teus planos com os dedos dos pés
Só usa a cabeça se alguém o fizer
Onde vai chegar desse jeito mulher?
E você se jogou, se auto incinerou
De um eterno corpo escasso
Pra um lugar sem mais calor
Eu posso estender minha mão, mas eu vou só olhar
Por Un Verano Más Frío
Desde aquí veo el desaliento desesperado
Mi cabeza parece el desorden del cuarto de al lado
Poco a poco empecé a perder cosas por ti
En la ingenua esperanza de que cedieras
Y te lanzaste, te auto incineraste
De un cuerpo eternamente escaso
A un lugar sin más calor
Puedo extender mi mano, pero solo voy a mirar
Y la vieja mala suerte me sigue (y lo he notado)
Y las piezas rotas se están uniendo (y ya lo he sentido)
No puedo vivir sin querer lastimarte
Y las cosas que dije no puedo cumplir
Dime mujer, ¿por qué estás aquí?
Y te lanzaste, te auto incineraste
De un cuerpo eternamente escaso
A un lugar sin más calor
Puedo extender mi mano, pero solo voy a mirar
Tú escribes tus planes con los dedos de los pies
Solo usas la cabeza si alguien te obliga
¿A dónde vas a llegar así, mujer?
Y te lanzaste, te auto incineraste
De un cuerpo eternamente escaso
A un lugar sin más calor
Puedo extender mi mano, pero solo voy a mirar
Escrita por: Antonio Leal / João Dezordi / Lucas Patrício / Rafael Figini / Rickson Ribas