Entre a Pressa e a Poesia
Ela me pede poesia
E eu peço paciência
Pressa não rima com flor
Nem lua rima com urgência
Ela não sabe esperar
E eu que me desespero
Ela só quer ouvir rima
E eu me perco nos versos
Ela me acha tão lelé
Que não lê
A poesia que eu dedico a escrever
É necessário ver poesia
No arroz com feijão
É Itamar Assumpção
É ficar bem isso sim...
São apenas meias palavras
Sem sentido
Que de tão sentidas
Se sentem obrigadas a serem citadas, recitadas.
Vai lá mas não lê
Vai lá mas não lê
Me acha tão lelé
Que vai lá mas não lê
Entre la prisa y la poesía
Ella me pide poesía
Y yo pido paciencia
La prisa no rima con flor
Ni la luna rima con urgencia
Ella no sabe esperar
Y yo que me desespero
Ella solo quiere escuchar rimas
Y yo me pierdo en los versos
Ella me encuentra tan loco
Que no lee
La poesía que dedico a escribir
Es necesario ver poesía
En el arroz con frijoles
Es Itamar Assumpção
Es estar bien, eso sí...
Son solo medias palabras
Sin sentido
Que de tan sentidas
Se sienten obligadas a ser citadas, recitadas.
Ve allá pero no lee
Ve allá pero no lee
Me encuentra tan loco
Que va allá pero no lee