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¿Qué seré?

Trevo

O Que Serei?

Ser feliz é melhor que ser rei
O que serei lá na frente não sei
Ser feliz é melhor que ser rei
O que serei lá na frente não sei
O que serei
O que serei
O que serei
Quando a floresta vai escurecendo
O sereno, apogeu do luar sertanejo
O que serei
O que serei
O que serei
Folha caindo, logun
E a corrente correndo com o vento
Ventou no veleiro

O barco balançou (é axé)
A casaca virou (é axé)
A casa levantou (é axé)
Encontrei meu amor (é axé)
O barco balançou (é axé)
A casaca virou (é axé)
A casa levantou (é axé)
Encontrei meu amor (é axé)

Gato em gaiola soltou bala na capoeira
Malandreado aprendi com rasteira
Cobra norato encontrou uma sereia
Paraguaçu e um capitão de areia

Me lembro de moura
Subi pela mata
Vivendo o destino
Subiu sem roteiro
Eu, filho do vento
Sentei paradeiro
Me acalma o silêncio que chega mais tarde
Alinha meu senso fugir da cidade
Poeira na estrada eu nem saio ligeiro
Se tiver porteira, passo pelo meio
Se tiver lameado, ofereço passagem

Eu fui de viagem, passei no barreiro
Corri pra avisar meus companheiros
Vi trevo com calma no rio cheio
Construindo suas pontes na barragem
O caminho de entrada é o de saída
As estradas tem lá suas malandragens
A guerreira que sopra-me pras margens
Vai na frente quem cura minhas feridas

O barco balançou
É axé!
A ferida que seca
É atotô!
Prefiro viver muito como um zé
Sem esquecer de onde vim, pra onde vou

¿Qué seré?

Ser feliz es mejor que ser rey
Lo que seré más adelante no sé
Ser feliz es mejor que ser rey
Lo que seré más adelante no sé
Lo que seré
Lo que seré
Lo que seré
Cuando el bosque se va oscureciendo
El rocío, apogeo del claro de luna del sertão
Lo que seré
Lo que seré
Lo que seré
Hoja cayendo, logun
Y la corriente corriendo con el viento
Sopló en el velero

El barco se balanceó (es axé)
La casaca se volteó (es axé)
La casa se levantó (es axé)
Encontré mi amor (es axé)
El barco se balanceó (es axé)
La casaca se volteó (es axé)
La casa se levantó (es axé)
Encontré mi amor (es axé)

Gato en jaula soltó bala en la capoeira
Malandreado aprendí con zancadilla
Cobra norato encontró una sirena
Paraguaçu y un capitán de arena

Recuerdo a moura
Subí por la selva
Viviendo el destino
Subió sin guion
Yo, hijo del viento
Me senté en el paradero
Me calma el silencio que llega más tarde
Alinea mi sentido huir de la ciudad
Polvo en el camino, ni salgo ligero
Si hay portón, paso por en medio
Si está embarrado, ofrezco paso

Fui de viaje, pasé por el barrial
Corrí para avisar a mis compañeros
Vi trébol con calma en el río crecido
Construyendo sus puentes en la represa
El camino de entrada es el de salida
Las carreteras tienen sus mañas
La guerrera que me empuja a las orillas
Va delante quien cura mis heridas

El barco se balanceó
¡Es axé!
La herida que seca
¡Es atotô!
Prefiero vivir mucho como un zé
Sin olvidar de dónde vengo, a dónde voy

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