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Cruel Serenata

Trio Aliança

Cruel Serenata

São doze horas da noite
O relógio bateu na capela
Quem está cantando sou eu
Em frente a rua janela
Querida tenhas piedade
Abre um pouquinho a cortina
Venha ver minha viola
Molhada pela neblina

A Lua veio comigo
Foi se embora e me deixou sozinho
Talvez voltarei com o escuro
Por este longo caminho
Querida não seja ingrata
Atenda quem está chamando
Se estas nos braços de outro
Me digas que vou voltando

Viola não toques mais
Vai te embora seresteiro
A tua canção de amor já lhe causa desespero
Já pertenço a outro amor
Por favor, não pense em mim
O adeus, a saudade e dor mais o destino quis assim

Adeus, adeus, o meu anjo, sei que não posso ficar
Aqui me despeço chorando
Por não poder te abraçar
Até às nuvens do céu
Choram lágrimas de prata
Ouvindo a minha despedida
Nesta cruel serenata

Cruel Serenata

Son las doce de la noche
El reloj golpeó en la capilla
Quien está cantando soy yo
Frente a la ventana de la calle
Querida, ten piedad
Abre un poquito la cortina
Ven a ver mi guitarra
Mojada por la neblina

La Luna vino conmigo
Se fue y me dejó solo
Quizás regresaré con la oscuridad
Por este largo camino
Querida, no seas ingrata
Atiende a quien está llamando
Si estás en brazos de otro
Dime que me voy de vuelta

Guitarra, no toques más
Vete, serenata
Tu canción de amor ya le causa desespero
Ya pertenezco a otro amor
Por favor, no pienses en mí
El adiós, la nostalgia y el dolor, así lo quiso el destino

Adiós, adiós, mi ángel, sé que no puedo quedarme
Aquí me despido llorando
Por no poder abrazarte
Hasta las nubes del cielo
Lloran lágrimas de plata
Escuchando mi despedida
En esta cruel serenata

Escrita por: Doquinho / Zé Venâncio