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Mi Guitarra

Trio Mocotó

O Meu Violão

O meu violão
O meu violino, oi
É a minha viola
É quem fala fino

O meu violão!

Dança quem tá de preto
Quem tá de vermelho
Quem tá de amarelo
Dança quem tá de sapato
Quem tá de tamanco
Quem tá de chinelo
Eu sei que você é nascente
Poente, decente, muito inteligente
Que gosta da gente muitissimamente
Constitucionalissimamente
Mas o meu violão

Vou na proa do navio, vou no balanço do mar
Menina de quinze anos chora pra me namorar
Fi-que ti-que, chi-que ti-que, Macambira
Sai pra lá nega danada, vai-te embora passear
Meu bigode quando entorta, minha barba quando encolhe
Eu vou perder o controle
Mas o meu violão

Quem tiver mulher bonita não precisa ter ciúme
Se quiser tomar eu tomo, é esse o meu costume
Rita Maria Cristina alisou o cabelo e foi passear
São Pedro mandou uma chuva
O cabelo da nega voltou pro lugar
Mas o meu violão

Mi Guitarra

Mi guitarra
Mi violín, oi
Es mi viola
Es quien habla fino

Mi guitarra!

Baila quien está de negro
Quien está de rojo
Quien está de amarillo
Baila quien está de zapatos
Quien está de zuecos
Quien está de chancletas
Sé que eres naciente
Poniente, decente, muy inteligente
Que le gusta la gente muchísimo
Constitucionalmente
Pero mi guitarra

Voy en la proa del barco, voy en el balanceo del mar
Chica de quince años llora para que la corteje
Fi-que ti-que, chi-que ti-que, Macambira
Vete de ahí negra traviesa, vete a pasear
Mi bigote se retuerce, mi barba se encoge
Voy a perder el control
Pero mi guitarra

Quien tenga una mujer bonita no necesita tener celos
Si quiere tomar, yo tomo, ese es mi costumbre
Rita María Cristina alisó su cabello y salió a pasear
San Pedro mandó una lluvia
El cabello de la negra volvió a su lugar
Pero mi guitarra

Escrita por: Aloísio Silva / Fritz Escovão