Véio Mole
Veio mole assim, já faz tempo que eu não vejo.
Ainda é do tempo de gazolla e realejo
Se deita e não levanta, diz que é reumatismo
E que no brasil só da imperialismo
Recita verso antigo, que sabe de cor.
Vive só dizendo que seu tempo era melhor
Se vai uma festa, só vai atrapalhar.
A moçada canta só pra chatear
Ô veio mole, ô veio mole.
Menina lhe da sopa e ele nem se bole
É um solteirão já pertinho dos 60
Veste sempre, sempre e um terno de cor cinzenta.
Sapato pé de anjo, muito antigo, bico fino.
E um correntão do seu tempo de menino
Ate uma mocinha dele andou enciumada
Porque uma velhota, estava do seu lado.
A menina interessada ao velho se encostou
O velho nada quis a coroa chateou
Viejo Flojo
Así de flojo ha estado, hace tiempo que no veo.
Todavía es de la época de Gazolla y el organillo.
Se acuesta y no se levanta, dice que es reumatismo
Y que en Brasil solo hay imperialismo.
Recita versos antiguos, que sabe de memoria.
Vive diciendo que su tiempo era mejor.
Si va a una fiesta, solo va a molestar.
La juventud canta solo para fastidiar.
Oh viejo flojo, oh viejo flojo.
La chica le da sopa y ni se inmuta.
Es un solterón ya cerca de los 60.
Siempre viste un traje de color gris.
Zapatos de ángel, muy antiguos, de punta fina.
Y una cadena de su época de niño.
Incluso una jovencita se puso celosa de él
Porque una anciana estaba a su lado.
La chica interesada se acercó al viejo
El viejo no quiso nada, la señora se molestó.
Escrita por: Rosil Cavalcante