Torrado de Moça Nova
Menina nova quando entra num torrado
Fica de sangue agitado não se importa com ninguém
Sacode a saia, pula dentro do pagode.
Se tiver um pé-de-bode machucando um xenhenhem
Vem lá de frente pega logo um cavalheiro
Olha pro sanfoneiro e manda tocar xerém
Vai esquentando torrado na pagodeira
E é assim a noite inteira nesse vai e vem
Nesse vai e vem,
Nesse vai e vem,
É um chamego da moléstia, Nesse vai e vem
Nesse vai e vem
Nesse vai e vem
Vai dançando a noite inteira, Nesse vai e vem
Cabra danado que não tiver bom do pé
Nem aprender o que é um torrado de moça nova
Se não der prosa, nem a moça que lhe tem
Eu acho que não convem nem tentar ficar prosa
Eu já estou acostumado com forro
Molhadinho de suor e um fungado no pescoço
Eu não sou moço mais agüento essa pisada
Quando chega a madrugada, ai dou um colosso.
Torrado de Chica Nueva
Chica nueva cuando entra en un torrado
Se pone con la sangre agitada, no le importa nadie
Saca la falda, salta dentro del pagode
Si hay un pie de bode lastimando un xenhenhem
Viene de frente y agarra enseguida a un caballero
Mira al acordeonista y le dice que toque xerém
Se va calentando el torrado en la pagodeira
Y así es toda la noche en este vaivén
En este vaivén,
En este vaivén,
Es un cariño de la enfermedad, En este vaivén
En este vaivén
En este vaivén
Va bailando toda la noche, En este vaivén
Cabra travieso que no tenga buen pie
Ni aprenda lo que es un torrado de chica nueva
Si no da conversación, ni a la chica que le tiene
Creo que no conviene ni intentar entablar conversación
Yo ya estoy acostumbrado al forró
Empapado de sudor y un resoplido en el cuello
No soy joven pero aguanto este pisoteo
Cuando llega la madrugada, ay doy un coloso.
Escrita por: D. Matias / Lindolfo Barbosa