Casa dos Prazeres
Lembro-me ainda
Não faz muito tempo
Que cego de amor
Ouvi dos lábios seus
Leva-me contigo
E serei honesta
E respeitarei
Eu juro por Deus
Suas amiguinhas
Morrendo de inveja
Ao vê-la sair
Daquele lugar
Ainda diziam
Que Deus te acompanhe
De mulher vulgar
Vai virar madame
Faça o impossível
Para não voltar
O caminho honrado
É cheio de espinho
Todo meu esforço
Foi tempo perdido
Pau que nasce torto
Sempre morre torto
E você não soube
Ter um só marido
Quem já conheceu
A casa dos prazeres
Não consegue mesmo
Ser uma senhora
Volta novamente
Para o seu lugar
Onde muitos homens
Vão para comprar
A felicidade
Por algumas horas
E quando chegar
Na velha morada
Pra se desculpar
Diga que eu não presto
Pouco me importa
Se você mentir
Eu sei muito bem
O quanto sou honesto
Por isso mostro lhe
A porta da rua
Esqueça que este lar
Lhe pertenceu
Mesmo lhe amando
Me sinto obrigado
Vê-la voltando
Ao mundo do pecado
Pra vender o corpo
Onde sempre vendeu
Casa de los Placeres
Recuerdo aún
No hace mucho tiempo
Que ciego de amor
Escuché de tus labios
Llévame contigo
Y seré sincera
Y respetaré
Lo juro por Dios
Tus amiguitas
Muriendo de envidia
Al verte salir
De aquel lugar
Aún decían
Que Dios te acompañe
De mujer vulgar
Vas a ser madame
Haz lo imposible
Para no volver
El camino honrado
Está lleno de espinas
Todo mi esfuerzo
Fue tiempo perdido
Madera que nace torcida
Siempre muere torcida
Y tú no supiste
Tener un solo marido
Quien ya conoció
La casa de los placeres
No puede realmente
Ser una dama
Vuelve de nuevo
A tu lugar
Donde muchos hombres
Van a comprar
La felicidad
Por algunas horas
Y cuando llegues
A la vieja morada
Para disculparte
Dile que no valgo
Poco me importa
Si decides mentir
Sé muy bien
Cuánto soy honesto
Por eso te muestro
La puerta de la calle
Olvida que este hogar
Te perteneció
Aun amándote
Me siento obligado
A verte regresar
Al mundo del pecado
Para vender el cuerpo
Donde siempre lo vendiste
Escrita por: Alcino Alves, Praense, Creone