Barco de Papel / Homem de Pedra
Meu grande amor, somos dois barcos tristes
Que navegamos sempre em ondas fortes
Por que seguimos rumos diferentes
Um vai pro Sul e o outro vai pro Norte
Pra onde vamos não existe porto
No mar da vida somos clandestinos
Dois condenados a morrer de amor
Na tempestade do fatal destino
Já fui um grão de areia, todos pisavam em mim
Agora resolvi tomar uma decisão
Não sou mais grão de areia, virei uma pedra bruta
De pedra transformei também o meu coração
De pedra muito dura fiz pra sempre meu destino
De aço construí minha imaginação
O pranto dos meus olhos para sempre envenenei
Pra matar seu orgulho e a sua traição
Homem de pedra que não tem mais compaixão
Não tem alma, não tem nada, nem amor, nem ilusão
E só assim silenciou meu sofrimento
Sou agora uma estátua sem abrigo no relento
Barco de Papel / Hombre de Piedra
Mi gran amor, somos dos barcos tristes
Que navegamos siempre en olas fuertes
¿Por qué seguimos rumbos diferentes?
Uno va al Sur y el otro va al Norte
A donde vamos no existe puerto
En el mar de la vida somos clandestinos
Dos condenados a morir de amor
En la tormenta del fatal destino
Ya fui un grano de arena, todos pisaban en mí
Ahora decidí tomar una decisión
No soy más grano de arena, me volví una piedra dura
De piedra transformé también mi corazón
De piedra muy dura hice para siempre mi destino
De acero construí mi imaginación
El llanto de mis ojos para siempre envenené
Para matar tu orgullo y tu traición
Hombre de piedra que no tiene más compasión
No tiene alma, no tiene nada, ni amor, ni ilusión
Y solo así silenció mi sufrimiento
Soy ahora una estatua sin abrigo en el frío
Escrita por: Marlipe, Creone, Correto, Reinaldo Queiroz, Pandia