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Pilas, Lóki

TRIPLX

Se Liga, Lóki

Tem uns que a rua é nós, outros a rua é quem
Quando escuto o clack clack a rua não é de ninguém
Tem uns aí matando e dizendo amém
Na favela bate a nave, nem sabe de onde nós vem

7 horas da manhã, fechando a porta do vagão amarrotado
Ou vem, ou não vem, cuidado
Entre o vagão e a plataforma tem buraco
Cabe todo mundo lá dentro, pelo menos eu acho

Pega a bike na quebrada que nós é o toque
Hoje o céu tá cheio de pipa é só corte por corte
No cabeleireiro em dia de baile a fila é enorme
Mas não era moicano o nosso corte

Porque pra arrumar emprego, usar trança não pode
Pra foto do currículo, cabelo curto esporte
Mas se eu só tô sonhando entre estrofes e acordes
Por gentileza não me acorde

Alerta! Meu microfone é tipo molotov
Só que as letras que eu escrevo não são pra ibope
Pros desinteressado, anotem
Eu vou falar mesmo que vocês não se importem

Se liga, lóki, a vida não tem pit-stop
Não entra em choque, o cansaço deixa mais forte
Logo menos nós tem sorte, estoura no norte
Chega de brincar de pique-esconde com a morte

Tem uns que a rua é nós, outros é a rua é quem
Quando escuto o clack clack a rua não é de ninguém
Tem uns aí matando e dizendo amém
Na favela bate a nave, nem sabe de onde nós vem

Não vejo graça na desgraça de ninguém
Mas já dizia Sabotage que respeito é pra quem tem
O troco tá errado, chegou atrasado, dinheiro não sabe de quem
Pegando emprestado, comprando fiado, tirando de quem já não tem

Se te contarem que eu sou do corre, não se emocione
Pois o corre que eu faço: Caneta, mente e microfone
Várias batalha sanguinária e da glória eu sinto fome
Instinto, essa utopia me consome

Porque pra arrumar emprego, usar trança não pode
Pra foto do currículo, cabelo curto esporte
Mas se eu só tô sonhando entre estrofes e acordes
Por gentileza, não me acorde

Se liga, lóki, a vida não tem pit-stop
Não entra em choque, o cansaço deixa mais forte
Logo menos nós tem sorte, estoura no norte
Chega de brincar de pique-esconde com a morte

Pilas, Lóki

Hay algunos que dicen que la calle somos nosotros, otros dicen que la calle es quien
Cuando escucho el clack clack, la calle no pertenece a nadie
Hay algunos matando y diciendo amén
En la favela suena la nave, ni saben de dónde venimos

A las 7 de la mañana, cerrando la puerta del vagón abarrotado
O viene, o no viene, cuidado
Entre el vagón y la plataforma hay un agujero
Cabe todo el mundo adentro, al menos eso creo

Agarra la bici en la zona, eso es lo que se lleva
Hoy el cielo está lleno de cometas, solo cortando una a una
En la peluquería en día de baile, la fila es enorme
Pero nuestro corte no era mohicano

Porque para conseguir trabajo, no se puede usar trenzas
Para la foto del currículum, cabello corto deportivo
Pero si solo estoy soñando entre estrofas y acordes
Por favor, no me despiertes

¡Alerta! Mi micrófono es como una molotov
Pero las letras que escribo no son para la fama
Para los desinteresados, tomen nota
Voy a hablar aunque a ustedes no les importe

Pilas, Lóki, la vida no tiene paradas
No te choques, el cansancio te hace más fuerte
Pronto tendremos suerte, explota en el norte
Basta de jugar al escondite con la muerte

Hay algunos que dicen que la calle somos nosotros, otros dicen que la calle es quien
Cuando escucho el clack clack, la calle no pertenece a nadie
Hay algunos matando y diciendo amén
En la favela suena la nave, ni saben de dónde venimos

No veo gracia en la desgracia de nadie
Pero como decía Sabotage, el respeto es para quien lo tiene
El cambio está mal, llegó tarde, el dinero no sabe de quién es
Tomando prestado, comprando a crédito, quitándole a quien ya no tiene

Si te dicen que soy del corre, no te emociones
Porque el corre que hago: pluma, mente y micrófono
Varias batallas sangrientas y siento hambre de gloria
Instinto, esta utopía me consume

Porque para conseguir trabajo, no se puede usar trenzas
Para la foto del currículum, cabello corto deportivo
Pero si solo estoy soñando entre estrofas y acordes
Por favor, no me despiertes

Pilas, Lóki, la vida no tiene paradas
No te choques, el cansancio te hace más fuerte
Pronto tendremos suerte, explota en el norte
Basta de jugar al escondite con la muerte

Escrita por: Eduardo dos Santos Meireles Machado / Lucas Prata Penteado / Martin Andrade de Mendonça / Rodolfo Moraes Krieger