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El Boxeador

Tunai

O Pugilista

A minha luta, minha história vou contar,
Esgotei as minhas forças, por um monte de mentiras e promessas
Sem refletir, o homem ouve o que quer ouvir,
E esquece tudo mais, tudo mais.
Quando eu sai de casa, era quase um rapaz,
Tão sozinho entre estranhos, correndo assustado pela estação,
Na pior freqüentando os becos sujos,
Onde os miseráveis vão, procurando as dicas que só eles dão.
Exigindo um bom salário, um emprego procurei,
Qual o que não deu em nada, a não ser o olhar das putas na avenida,
Cá entre nós, muitas vezes tão sozinho eu me consolava lá.
Hoje os anos passam, martelando sem cessar,
Sou mais velho do que era, mais jovem que serei,
Mas isso é natural, nada de estranho nós mudamos e mudamos,
Mas no fundo é tudo igual, tudo igual.
Tiro as roupas de inverno, com o desejo de partir para casa,
Onde os ventos da cidade não vão me ferir,
Me pedir pra voltar...
E no ringue um pugilista, lutador por profissão,
Ele guarda as lembranças, das luvas que os jogaram ao chão,
Bateram até gritar de dor, com raiva e humilhação.
Vou me embora, vou me embora,
Mas o lutador não vai, não vai não,
Não, não vai não!

El Boxeador

A mi lucha, mi historia voy a contar,
Agoté mis fuerzas por un montón de mentiras y promesas
Sin reflexionar, el hombre escucha lo que quiere escuchar,
Y olvida todo lo demás, todo lo demás.
Cuando salí de casa, era casi un muchacho,
Tan solo entre extraños, corriendo asustado por la estación,
En lo peor frecuentando los callejones sucios,
Donde van los miserables, buscando los consejos que solo ellos dan.
Exigiendo un buen salario, busqué un trabajo,
Que no llevó a nada, excepto las miradas de las putas en la avenida,
Entre nosotros, muchas veces tan solo me consolaba allí.
Hoy los años pasan, martillando sin cesar,
Soy más viejo de lo que era, más joven de lo que seré,
Pero eso es natural, nada extraño, cambiamos y cambiamos,
Pero en el fondo todo es igual, todo es igual.
Me quito la ropa de invierno, con el deseo de volver a casa,
Donde los vientos de la ciudad no me lastimarán,
No me pedirán que regrese...
Y en el ring un boxeador, luchador por profesión,
Él guarda los recuerdos, de los guantes que lo arrojaron al suelo,
Le pegaron hasta gritar de dolor, con rabia y humillación.
Me voy, me voy,
Pero el boxeador no se irá, no se irá no,
¡No, no se irá no!

Escrita por: De Paul Simon / João Cëlio / Para The Boxer