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En Busca de la Paz

Tupy e Tapuã

Em Busca da Paz

Fui criado no sertão
Me trouxeram pra cidade
Eu era feliz, eu era feliz
Hoje me lembro de tudo com muita saudade
A sorte não quis, a sorte não quis
Que eu encontrasse o momento de paz nesta vida

Sou velho e cansado
Me sinto ao léu
Deixei no sertão
Meu cantinho de céu

Aqui eu não aprendi viver
De saudade não suporto mais
As ruas daqui não tem as cores
Das ruas dos verdes cafezais

Eu sonho que estou ouvindo
O bater do sino no arraial
Acordo com as badaladas
Do sino ardente da catedral

Não ouço o cantar dos passarinhos
No amanhecer do dia
Me ponho a pensar, me ponho a pensar
Sinto a saudade matar toda a minha alegria

Preciso voltar, preciso voltar
Àquele recanto de paz
Que viu minha infância
Correndo e brincando em meio ao matiz
Sorrindo e cantando, que tempo feliz

Aqui eu não aprendi viver
De saudade não suporto mais
As ruas daqui não tem as cores
Das ruas dos verdes cafezais

Eu sonho que estou ouvindo
O bater do sino no arraial
Acordo com as badaladas
Do sino ardente da catedral

Aqui eu não aprendi viver

En Busca de la Paz

Fui criado en el campo
Me trajeron a la ciudad
Era feliz, era feliz
Hoy recuerdo todo con mucha nostalgia
La suerte no quiso, la suerte no quiso
Que encontrara el momento de paz en esta vida

Soy viejo y cansado
Me siento perdido
Dejé en el campo
Mi pedacito de cielo

Aquí no aprendí a vivir
Ya no soporto la nostalgia
Las calles de aquí no tienen los colores
De las calles de los verdes cafetales

Sueño que escucho
El repicar de la campana en el poblado
Despierto con las campanadas
De la ardiente campana de la catedral

No escucho el cantar de los pájaros
En el amanecer del día
Me pongo a pensar, me pongo a pensar
Siento que la nostalgia mata toda mi alegría

Necesito regresar, necesito regresar
A ese rincón de paz
Que vio mi infancia
Corriendo y jugando entre el matiz
Sonriendo y cantando, qué tiempo feliz

Aquí no aprendí a vivir
Ya no soporto la nostalgia
Las calles de aquí no tienen los colores
De las calles de los verdes cafetales

Sueño que escucho
El repicar de la campana en el poblado
Despierto con las campanadas
De la ardiente campana de la catedral

Aquí no aprendí a vivir

Escrita por: Dino Franco, Tapuã