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El que jala el tuyo

U Negro

Quem Puxa O Seu

"Em defesa de todas as favelas do meu Brasil".

U Negro, Terceira Divisão, Homens Crânios, Zona Leste, DRR, Brasil ano 2001.
Autoritão, Caboré, Laranjeira, firma, terceira.

Precariamente cara, vivemos na periferia;
Onde os bonitos fardados te acatam com sua lei de hipocrisia;
Enchem de porradas e tapas em sua cara;
E se falar alguma coisa é várias coronhadas;
Não podendo reclamar contra o sistema é assim;
Ás vezes tudo tem que agüentar cara é ruim;
Ruim pra mim, ruim pra você;
Vivemos na periferia a violência infelizmente temos que ver;
E na tv enrolam você;
Com mentiras falcatruas e a violência prevalece;
E na quebrada roda formada;
Morre um maluco carreira esticada;
Sem poder nada fazer por que;
Os nóias na favela começam a aparecer;
Manipulados e atracados na periferia;
Onde muitos passam um sufoco no dia á dia;
Ás vezes não tendo algo para comer;
Pessoas lutam fortemente para sobreviver;
Como se não bastasse atrasado o lado;
A maioria da sociedade não está nem preocupada;
Acomodados a viver numa vida precária;
A segurança nas ruas não adianta nada;
É um dois três quatro cinco seis por dia;
Essa é a rotina da periferia;
Os assuntos poucos não se atrevem a discutir;
Trouxeram a droga do crack para muitos se destruir;
Estimulantes seis vezes mais que a cocaína;
Matar mais rápido, enlouquecer essa é sua sina;
Querendo ou não preparados ou não;
Na periferia tem que viver sem vacilação.

(2x) Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Quem puxa o seu não deixa goela não irmão;
Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Você que puxa o seu não deixa goela não.

Sinto que vem os otários que se julgam ladrão;
Que na minha área é uma profissão;
Baseado esperto que rola á pampa na quadra;
Rola sempre tranqüilo normal entre a rapaziada;
Buscando informações, trocas de cano;
Segurança na mão de menores de 18 anos;
Forte que nada é nada o negócio é frio;
Bala que manda otários para o espaço corre por pena de mil;
Sobressalto repentino ciente da vermelha escorrida;
É o testemunho de alguém que se atreve;
Ao deixar de lado a ideologia que na minha mente cresce;
Peguei o negócio e quero expandir;
Implantaram pontual auto-controle aqui;
Sobre a bandeira da ordem e progresso;
Brasil quero progredir obtendo todo o meu sucesso;
Sucesso vai entendimentos traga ativos;
Que encobria um negócio bem mais lucrativo;
Não me envolve em treta isso é sem chance;
Vou limpar a área, dou um visto e vou avante;
Armamentos não me faltam nesse meu regime;
Sobreviver ilegalmente no mundo do crime;
No mundo do crime no mundo do crime.

(2x) Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Quem puxa o seu não deixa goela não irmão;
Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Você que puxa o seu não deixa goela não.

Sei que estou falando já não é do seu interesse;
Mas quero que se foda as críticas e seus poderes;
Vida difícil para nós uma batalha;
Temos a sociedade que não ajuda só nos atrapalha;
Ás vezes em famílias quatro cinco seis filhos;
Não sabemos nas ruas qual será o seu destino;
A pobreza e o desejo de sermos respeitados;
Levam muitos de nós ao crime organizado;
Somos pretos pobremente de periferia;
Violência e crime infelizmente são as notícias do dia á dia;
Em conseqüência dos atos parte para o assalto;
Ás vezes pode dar certo ás vezes pode ser falho, pode ser falho.

(2x) Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Quem puxa o seu não deixa goela não irmão;
Quem puxa o seu não não deixa goela não;
Você que puxa o seu não deixa goela não.

Firma, Terceira Divisão.

El que jala el tuyo

En defensa de todas las favelas de mi Brasil.

Negro, Tercera División, Hombres Cráneos, Zona Este, DRR, Brasil año 2001.
Autoritario, Caboré, Laranjeira, firma, tercera.

Vivimos precariamente en la periferia;
Donde los bonitos uniformados te someten con su ley de hipocresía;
Te golpean y abofetean en la cara;
Y si dices algo, recibes varios culatazos;
No puedes quejarte contra el sistema, así es;
A veces hay que aguantar, es difícil;
Difícil para mí, difícil para ti;
Vivimos en la periferia, desafortunadamente tenemos que presenciar la violencia;
Y en la televisión te engañan;
Con mentiras y trampas, y la violencia prevalece;
Y en la zona se forma una rueda;
Muere un loco con la carrera truncada;
Sin poder hacer nada porque;
Los adictos en la favela comienzan a aparecer;
Manipulados y atrapados en la periferia;
Donde muchos pasan apuros día a día;
A veces sin tener algo para comer;
Las personas luchan fuertemente por sobrevivir;
Como si no fuera suficiente, del lado retrasado;
La mayoría de la sociedad ni siquiera está preocupada;
Acomodados a vivir una vida precaria;
La seguridad en las calles no sirve de nada;
Es uno, dos, tres, cuatro, cinco, seis por día;
Esa es la rutina de la periferia;
Pocos se atreven a discutir los temas;
Trajeron la droga del crack para que muchos se destruyan;
Estimulantes seis veces más fuertes que la cocaína;
Mata más rápido, enloquece, esa es su suerte;
Quieras o no, preparado o no;
En la periferia hay que vivir sin titubear.

(2x) El que jala el tuyo no te deja respirar;
El que jala el tuyo no te deja respirar, hermano;
El que jala el tuyo no te deja respirar;
Tú que jales el tuyo no dejas respirar.

Siento que vienen los tontos que se creen ladrones;
Que en mi área es una profesión;
Basado astuto que se pasa en la cancha;
Siempre tranquilo, normal entre la gente;
Buscando información, intercambio de tubos;
La seguridad en manos de menores de 18 años;
Fuerte que nada es nada, el negocio es frío;
Balas que mandan a los tontos al espacio, corren por miles;
Sobresalto repentino, consciente de la sangre derramada;
Es el testimonio de alguien que se atreve;
A dejar de lado la ideología que crece en mi mente;
Tomé el negocio y quiero expandirlo;
Implantaron un autocontrol puntual aquí;
Bajo la bandera del orden y progreso;
Brasil quiero progresar obteniendo todo mi éxito;
El éxito trae entendimientos, trae activos;
Que ocultan un negocio mucho más lucrativo;
No me meto en problemas, eso no es una opción;
Voy a limpiar el área, doy un vistazo y sigo adelante;
No me faltan armas en este régimen mío;
Sobrevivir ilegalmente en el mundo del crimen;
En el mundo del crimen, en el mundo del crimen.

(2x) El que jala el tuyo no te deja respirar;
El que jala el tuyo no te deja respirar, hermano;
El que jala el tuyo no te deja respirar;
Tú que jales el tuyo no dejas respirar.

Sé que ya no te interesa lo que estoy diciendo;
Pero que se jodan las críticas y sus poderes;
Vida difícil para nosotros, una batalla;
Tenemos una sociedad que no ayuda, solo nos estorba;
A veces en familias con cuatro, cinco, seis hijos;
No sabemos cuál será su destino en las calles;
La pobreza y el deseo de ser respetados;
Llevan a muchos de nosotros al crimen organizado;
Somos negros, pobres de la periferia;
Violencia y crimen desafortunadamente son las noticias del día a día;
Como consecuencia de los actos, se pasa al asalto;
A veces puede salir bien, a veces puede fallar, puede fallar.

(2x) El que jala el tuyo no te deja respirar;
El que jala el tuyo no te deja respirar, hermano;
El que jala el tuyo no te deja respirar;
Tú que jales el tuyo no dejas respirar.

Firma, Tercera División.

Escrita por: U Negro