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Lluvia

Ü von Haus

Chuva

Me desculpa, por causa da chuva eu vou me atrasar
Me desculpa por coisas que eu não posso controlar
Eu juro que eu não queria me apaixonar
Meu Deus (é foda)
Eu odeio tanto te amar

Submerjo paranoias na banheira
Subverto minhas dores numa merda de um poema
E se a gente se encontrar na sexta-feira?
Eu quero tanto te ver mas sempre surge algum problema

Afoguei as minhas mágoas na marginal alagada
E pra que me arriscar se nada disso vai durar?
Você não sai da cabeça, eu te injetei na veia
E eu acendo mais um só pra tentar relaxar

Quando a chuva cai a cidade para
Quando eu te vejo o coração dispara
A água fria corta a alma como agulhas
Foda-se essa porra de terra da garoa

Me desculpa, por causa da chuva eu vou me atrasar
Me desculpa por coisas que eu não posso controlar
Eu juro que eu não queria me apaixonar
Meu Deus (é foda)
Eu odeio tanto te amar

Morro de vontade de encher a mão com seus cabelos
De botar sua cabeça no pescoço e deitar no meu peito
Vou quebrar suas costelas para ver o que tem dentro
Pra suprir minha fantasia te encontro em outros beijos

Com a tempestade vem enchentes
Me inundam pensamentos imprudentes
Sangue nos olhos, comprimidos entre os dentes
Eu vou te mandar uma proposta indecente

Me desculpa, por causa da chuva eu vou me afastar
Me desculpa por coisas que eu não posso controlar
O meu quarto tem goteiras e poças de lágrimas
Sair na chuva é pra se molhar, eu odeio tanto te amar

Já chorei demais, bebi demais, senti demais
Sofri demais e eu não quero mais viver assim
Às vezes a gente tem que entender
Que tudo tem um fim

Lluvia

Perdóname, por la lluvia llegaré tarde
Perdóname por cosas que no puedo controlar
Juro que no quería enamorarme
Dios mío (es jodido)
Odio tanto amarte

Sumergido en paranoias en la bañera
Subvirtiendo mis dolores en una maldita poesía
¿Y si nos encontramos el viernes?
Quiero tanto verte pero siempre surge algún problema

Ahogué mis penas en la avenida inundada
¿Y para qué arriesgarme si nada de esto durará?
No sales de mi cabeza, te inyecté en la vena
Y enciendo otro más para intentar relajarme

Cuando llueve, la ciudad se detiene
Cuando te veo, el corazón se acelera
El agua fría corta el alma como agujas
Que se joda esta maldita tierra de la garúa

Perdóname, por la lluvia llegaré tarde
Perdóname por cosas que no puedo controlar
Juro que no quería enamorarme
Dios mío (es jodido)
Odio tanto amarte

Muero por llenar mi mano con tu cabello
Poner tu cabeza en mi cuello y recostarte en mi pecho
Romper tus costillas para ver qué hay dentro
Para satisfacer mi fantasía te encuentro en otros besos

Con la tormenta vienen las inundaciones
Inundan mis pensamientos imprudentes
Sangre en los ojos, pastillas entre los dientes
Te enviaré una propuesta indecente

Perdóname, por la lluvia me alejaré
Perdóname por cosas que no puedo controlar
Mi habitación tiene goteras y charcos de lágrimas
Salir bajo la lluvia es para mojarse, odio tanto amarte

He llorado demasiado, bebido demasiado, sentido demasiado
Sufrido demasiado y no quiero vivir así
A veces tenemos que entender
Que todo tiene un final

Escrita por: Ü Von Haus, Cauê Lemes