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María (o Farol)

Um Monte de Areia em Cima do Carro

Maria (ou Farol)

Nuvem branca formosura
Esculpida em luz e sol
Olho d'água pele em giz
Riso todo em farol

Cabelo ao vento cheiro em flor
Sapiência da ciência
Faz pensar o impossível
Arrebata toda a dor

Eu te consumo como o ar do meu pulmão
Te desejo como rei na multidão
E como infarto em coração
Meu olho te devora

O sarcasmo da tua boca
Que esboça um pôr-do-sol
Me leva a me perder
No teu olho de farol

Palavra d'água no pensar
(divina) Proporção veio e ficou
Matar a dor que se calou
Na beleza do teu olhar

María (o Farol)

Nube blanca hermosura
Esculpida en luz y sol
Ojo de agua piel de tiza
Risa toda en farol

Cabello al viento olor a flor
Sabiduría de la ciencia
Hace pensar lo imposible
Arrastra todo el dolor

Te consumo como el aire de mis pulmones
Te deseo como rey en la multitud
Y como infarto en el corazón
Mi ojo te devora

El sarcasmo de tu boca
Que dibuja un atardecer
Me lleva a perderme
En tu ojo de farol

Palabra de agua en el pensar
(divina) Proporción vino y se quedó
Matar el dolor que se calló
En la belleza de tu mirar

Escrita por: Augusto Carvalho