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La Última

Unidade Imaginária

A Última

Eu ainda não digo quando lembro do que foi pra mim
Passa porta afora, pra passear por uma hora no meu jardim
Fica do meu lado bem calado, só para eu não te ver
Passa o meu suspiro a um amigo antes de morrer
E antes de morrer, vim ver você... só mais uma vez

Conta o teu verso pelo avesso e vem se despedir
Esconde o teu sorriso num abrigo, que é para eu me iludir
As flores do meu quarto têm no ar a íris de um olhar
Olhar que me confunde quando olho e não te encontro lá

Não vai mais além do que já foi
Então eu peço pra você não voltar
Mas se for além do que já é, então não vou negar

Se você encontra argumento contra o meu amor
Dispenso teus pedidos suprimidos pra estancar a dor
Medo, eu não tenho, do seu mundo e de te ver sofrer
O vento soprou, a casa caiu e agora, eu vou viver?

Não vai mais além do que já foi
Então eu peço pra você não voltar
Mas se for além do que já é, então não vou negar

La Última

Todavía no digo cuando recuerdo lo que fue para mí
Salgo por la puerta, para pasear por una hora en mi jardín
Quédate a mi lado en silencio, solo para no verte
Pasa mi suspiro a un amigo antes de morir
Y antes de morir, vine a verte... solo una vez más

Cuenta tu verso al revés y ven a despedirte
Esconde tu sonrisa en un refugio, para que me ilusione
Las flores de mi habitación tienen en el aire el iris de una mirada
Mirada que me confunde cuando miro y no te encuentro allí

No vayas más allá de lo que ya fue
Así que te pido que no vuelvas
Pero si va más allá de lo que ya es, entonces no lo negaré

Si encuentras argumentos en contra de mi amor
Descarto tus peticiones reprimidas para detener el dolor
Miedo, no tengo, de tu mundo y de verte sufrir
El viento sopló, la casa se derrumbó y ahora, ¿voy a vivir?

No vayas más allá de lo que ya fue
Así que te pido que no vuelvas
Pero si va más allá de lo que ya es, entonces no lo negaré

Escrita por: Mariana Volker / Valentina Zanini