Samba-Enredo 1981 - Macobeba, o Que Dá Pra Rir Dá Pra Chorar
É tão sublime exaltar
Neste dia de folia
E cantar a odisséia de um valente brasileiro
Contra um monstro estrangeiro
Que com todo o seu dinheiro
Quer calar a nossa voz (e o nosso herói)
E o nosso herói
Sai no rastro da maldade
Pelos campos e cidades
Atrás do gafanhoto feroz
Tetaci, Tetaci
Agasalha com seu manto (bis)
Nosso herói Mitavaí
Mitavaí, bom lavrador e vaqueiro
Deixa o sertão brasileiro
Vai combater
Macobeba maldito, que devora o mato e o mito
Rádio, jornal e TV
Lança e com certeiro bote
Fere o monstro no cangote, pra valer
E ferido assim de morte
Bicho ruim não quer morrer
E o caboclo injuriado
Toma o caminho do mar
Jurando que um dia vai voltar
Tira daqui, leva pra lá
O que hoje dá pra rir
Amanhã dá pra chorar
Maldito bicho, se me ouviu
Se não gostou do meu samba (bis)
Vai pra longe do Brasil
Samba-Enredo 1981 - Macobeba, lo que da para reír da para llorar
Es tan sublime exaltar
En este día de fiesta
Y cantar la odisea de un valiente brasileño
Contra un monstruo extranjero
Que con todo su dinero
Quiere callar nuestra voz (y nuestro héroe)
Y nuestro héroe
Sale en el rastro de la maldad
Por los campos y ciudades
Tras el saltamontes feroz
Tetaci, Tetaci
Abriga con su manto (bis)
Nuestro héroe Mitavaí
Mitavaí, buen labrador y vaquero
Deja el sertón brasileño
Va a combatir
Macobeba maldito, que devora el monte y el mito
Radio, periódico y TV
Lanza y con certero golpe
Hiere al monstruo en el cogote, de verdad
Y herido así de muerte
La bestia no quiere morir
Y el campesino injuriado
Toma el camino del mar
Jurando que un día volverá
Lleva de aquí, lleva para allá
Lo que hoy da para reír
Mañana dará para llorar
Maldita bestia, si me escuchaste
Si no te gustó mi samba (bis)
Vete lejos de Brasil
Escrita por: Azeitona / Buquinha / Celso Trindade / Edmundo Araújo Santos / Ivar / Nego / Ronaldo