Janaína
Janaína da Barraginha é moça bonita
Morena dos Olhos claros levantava cedo todo dia
vinha trabalhar na feira voltava e se assentava
No sofá em frente à caixa, no sofá em frente à caixa
Queria conhecer seus ancestrais
Misturou guaraná
Com ayahuaska
Conheceu os segredos do pajé e do Babalaô
Janaína da barraginha é moça forte
Mulher da raça, da lata, do preto e da cachaça
Misturou catimbó com afoxé
E fez o Egum descer do Orum
Janaína fez descer Iaci
Índia do mato
Amante de brancos
Amar rada na castanheira
morta com frieza
Extinta por inocência
Janaína fez descer Ajê Xalugã
Cidadão livre do Quilombo dos Palmares
No sofá em frente à caixa
Janaína
Janaína de Barraginha es una chica bonita
Morena de ojos claros que se levantaba temprano todos los días
venía a trabajar en la feria, regresaba y se sentaba
En el sofá frente a la caja, en el sofá frente a la caja
Quería conocer a sus ancestros
Mezcló guaraná
Con ayahuasca
Conoció los secretos del chamán y del Babalawo
Janaína de Barraginha es una chica fuerte
Mujer de raza, de lata, de negro y de caña
Mezcló catimbó con afoxé
Y hizo que el Egum descendiera del Orum
Janaína hizo descender a Iaci
India del monte
Amante de blancos
Amarrada en el castaño
muerta con frialdad
Extinta por inocencia
Janaína hizo descender a Ajê Xalugã
Ciudadano libre del Quilombo dos Palmares
En el sofá frente a la caja
Escrita por: Rubens Aredes