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Mineira de Uberaba

Vadico e Vanuqui

Mineira de Uberaba

Hoje eu lembro com saudade
Do meu tempo de sorteiro
Fui buscar uma boiada
No grande estado mineiro
Eu cheguei em Pouso Alegre
Dia três de fevereiro
Lá eu vi uma mineira
Perdição de um boiadeiro

Ela disse que é mineira
E nasceu em Uberaba
Se criou nos campo afora
Lidando nas invernada
Ela monta em burro brabo
Alegre dando risada
Pra pegar mestiço arisco
Nunca perdeu uma laçada

Eu fui buscá uma vacada
E o povo se admirou
Escapou um vaca preta
E a mineira acompanhou
A laçada foi certeira
Mas o laço arrebentou
Ela pegou a vaca à unha
E sozinha derrubou

Eu convidei a morena
Pra ser minha companheira
Ela foi me respondeu
Vivo muito bem sorteira
Por dinheiro eu não me vendo
Eu também sou fazendeira
Se eu trabalho é pra mostrar
O valor de uma mineira

Ela fez a despedida
Foi numa segunda-feira
Despediu e foi-se embora
Numa besta marchadeira
Eu fiquei com a saudade
Da morena boiadeira
Nunca mais eu pude ver
Aquela linda mineira

Mineira de Uberaba

Hoy recuerdo con nostalgia
Mi tiempo de vaquero
Fui a buscar una manada
En el gran estado minero
Llegué a Pouso Alegre
El tres de febrero
Allí vi a una minera
Perdición de un vaquero

Ella dijo que es minera
Y nació en Uberaba
Creció en los campos afuera
Trabajando en las invernadas
Monta en burro bravo
Alegre riendo
Para atrapar un mestizo arisco
Nunca falló en un lazo

Fui a buscar una manada de vacas
Y la gente se sorprendió
Se escapó una vaca negra
Y la minera la siguió
El lazo fue certero
Pero se rompió
Ella agarró la vaca a mano
Y sola la derribó

Invité a la morena
A ser mi compañera
Ella me respondió
Vivo muy bien de vaquera
Por dinero no me vendo
También soy hacendada
Si trabajo es para mostrar
El valor de una minera

Se despidió
Fue un lunes
Se despidió y se fue
En una bestia marchadora
Me quedé con la nostalgia
De la morena vaquera
Nunca más pude ver
A esa hermosa minera

Escrita por: Paiozinho / Zé Tapera