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Vaneira de mi Tierra

Valdomiro Maicá

Vaneira da Minha Terra

Na minha terra, quando ronca uma cordeona
As querendonas já me tiram pra dançar
Eu me entrevero com as loiras e morenas
E a noite fica pequena pra quem gosta de dançar
É nas Missões que os bailes são animados
Não me faço de rogado e já entro na folia
Até o gaiteiro se tapa de polvadeira
Quando toca uma vaneira do saudoso Tio Bilia

Sou Missioneiro da fibra de Tiaraju
Nasci xiru e fandangueiro de parelha
Honro meu sangue, com arruda fui benzido
E me orgulho em ter nascido no chão da terra vermelha

Na minha terra a vaneira é como um hino
Qualquer ladino se perfila no carreiro
Ritual modesto, sem requinte ou alarido
Um chão batido iluminado por candieiro
As belas prendas balançam que nem piráguas
Ouvindo as águas das enchentes do Uruguai
Agarro a gaita, já tobiana pela idade
Para matar a saudade dos tempos do velho pai

Sou Missioneiro da fibra de Tiaraju
Nasci xiru e fandangueiro de parelha
Honro meu sangue, com arruda fui benzido
E me orgulho em ter nascido no chão da terra vermelha

Abro meu peito no estilo do Cenair
Não vou mentir, me pareço com Noel
Até os morto' se mexem nas catacumbas
E a voz retumba na torre de São Miguel
Marca gaúcha passada de pai pra filho
Velho estribilho repontando as emoções
Eu e a vaneira temos sortes divididas
Ninguém duvida que também sou das Missões

Sou Missioneiro da fibra de Tiaraju
Nasci xiru e fandangueiro de parelha
Honro meu sangue, com arruda fui benzido
E me orgulho em ter nascido no chão da terra vermelha

Vaneira de mi Tierra

En mi tierra, cuando suena un acordeón
Las querendonas ya me sacan a bailar
Me enredo con rubias y morenas
Y la noche se hace corta para los amantes del baile
En las Misiones, los bailes son animados
No me hago rogar y entro en la fiesta
Hasta el gaitero se llena de polvo
Cuando toca una vaneira del añorado Tío Bilia

Soy Misionero de la fibra de Tiaraju
Nací gauchito y bailarín de pareja
Honro mi sangre, con ruda fui bendecido
Y me enorgullezco de haber nacido en la tierra colorada

En mi tierra, la vaneira es como un himno
Cualquier pillo se alinea en el camino
Ritual modesto, sin refinamiento ni alboroto
Un suelo batido iluminado por faroles
Las bellas prendas se mueven como piraguas
Escuchando las aguas de las crecidas del Uruguay
Cojo la gaita, ya tobiada por la edad
Para matar la nostalgia de los tiempos del viejo padre

Soy Misionero de la fibra de Tiaraju
Nací gauchito y bailarín de pareja
Honro mi sangre, con ruda fui bendecido
Y me enorgullezco de haber nacido en la tierra colorada

Abro mi pecho al estilo de Cenair
No voy a mentir, me parezco a Noel
Hasta los muertos se mueven en las catacumbas
Y la voz retumba en la torre de San Miguel
Marca gaucha transmitida de padre a hijo
Viejo estribillo resaltando las emociones
Yo y la vaneira tenemos suertes compartidas
Nadie duda que también soy de las Misiones

Soy Misionero de la fibra de Tiaraju
Nací gauchito y bailarín de pareja
Honro mi sangre, con ruda fui bendecido
Y me enorgullezco de haber nacido en la tierra colorada

Escrita por: Alberi Lamberty / Salvador Lamberty