Aversão Brasileira
Olho a cegueira do mal, gemendo, acendendo a vela da fome da sede de ser
Vejo a viseira do tempo esperando o tapão do horizonte dos bois do saber
Olho a avalanche da guerra, o rugido da serra revanche da terra mãe de todos nós
Vejo a topeira de Antônio, Buraco de Ozônio e a CNN, nosso porta-voz
E você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
Olho o foguete partindo o cimento chegando edifício subindo com destino ao céu
Vejo o menino pedindo pra gente com a boca cuspindo seu dente é o féu é o féu
Olho a tormenta do povo a falta do novo o estorvo o corvo o corpo e a fama
Vejo a mulher pela fresta uma bala na testa uma arma na cama é a lama é a lama
E você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
Você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
Vejo os meninos na noite um sonho fugaz seus carrões me deixando pra trás
Vejo a nudez da menina, a chacina envermelhando a esquina da praça da paz
Que eu corra como um cão danado à procura de um verso de amor pra escrever pra você
Mas morra esmagado pelo caminhão da masmorra, essa zorra chamada viver
E você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
Você quer que eu lhe faça uma canção de amor
Você pediu que eu lhe fizesse uma canção de amor
Aversión brasileña
Miro la ceguera del mal, gimiendo, encendiendo la vela del hambre de sed de ser
Veo la visera del tiempo esperando la bofetada del horizonte de los bueyes del conocimiento
Miro la avalancha de la guerra, el rugido de la revancha de la montaña de la tierra madre de todos nosotros
Veo al topo de Antonio, Ozone Hole y CNN, nuestro portavoz
Y quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor
Quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor
Miro el cohete rompiendo el cemento que sube al cielo
Veo que el chico nos pregunta con la boca escupiendo su diente es el féu es el féu
Miro la tormenta de la gente la falta de lo nuevo la molestia el cuervo el cuerpo y la fama
Veo a la mujer a través de la grieta una bala en la frente un arma en la cama es el barro es el barro
Y quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor
Quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor
Veo a los chicos en la noche un sueño fugaz sus grandes coches dejándome atrás
Veo la desnudez de la niña, la matanza enrojeció la esquina de la plaza de la paz
¿Puedo correr como un maldito perro buscando un verso de amor para escribirte?
Pero morir aplastado por el camión de la mazmorra, esta rabia llamada en vivo
Y quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor
Quieres que te haga una canción de amor
Me pediste que te hiciera una canción de amor