Pra Cima, Ciça!
Ciça, meu irmão
Deixa a lágrima na face rolar
O meu samba nasceu no teu chão
Um leão do velho Estácio de Sá
Quando o morro do São Carlos descer
E meu canto embargar sua voz
Na essência, nós somos você
E você é um pouquinho de nós
Moleque descalço, riscando o asfalto
Batendo na lata, rufando no couro
À Lua de prata
O apito do mestre medalha de ouro
Põe a caixa no alto, quebra a baqueta
Vai botando mais tempero no feijão com arroz
Batucada desvairada, toca o trem caipira
Divina condução
Consagrado no compasso da inovação
Ousado, ergueu as peças fez virar o jogo
Ajoelhou pra saudar esse povo
Regendo na pista o centenário das paixões
Cada pavilhão
Marcou sua história, honrou a tradição
De tantas escolas toque de orixá
Seja no afoxé, adarrum, ijexá
Então sai da frente
Que lá vem chegando o bonde do caveira
Cria do morro, malandro, maestro por intuição
À luz do destino lhe fez instrumento
Dos ventos que formam um furacão
Ciça, é hora de ver sua consagração
Viradouro é seu coração na avenida
Amor, amor, amor, em sua história nossa vida
Sabe Moacyr, a esperança virá
No vermelho e branco que brilha em seu olhar
¡Para Arriba, Ciça!
Ciça, mi hermano
Deja que la lágrima ruede por tu cara
Mi samba nació en tu suelo
Un león del viejo Estácio de Sá
Cuando el cerro de San Carlos baje
Y mi canto ahogue tu voz
En esencia, somos tú
Y tú eres un poquito de nosotros
Chico descalzo, marcando el asfalto
Golpeando la lata, haciendo ruido en el cuero
A la luna de plata
El silbido del maestro con la medalla de oro
Pon la caja arriba, rompe la baqueta
Vas agregando más sabor al feijão con arroz
Batucada desenfrenada, toca el tren de la gente rural
Divina conducción
Consagrado en el compás de la innovación
Osado, levantó las piezas, hizo girar el juego
Se arrodilló para saludar a esta gente
Dirigiendo en la pista el centenario de las pasiones
Cada pavilhão
Dejó su huella, honró la tradición
De tantas escuelas, toque de orixá
Ya sea en afoxé, adarrum, ijexá
Así que quítate del medio
Que allá viene el bonde del calavera
Criatura del cerro, pícaro, maestro por intuición
A la luz del destino te hizo instrumento
De los vientos que forman un huracán
Ciça, es hora de ver tu consagración
Viradouro es tu corazón en la avenida
Amor, amor, amor, en tu historia nuestra vida
Sabes, Moacyr, la esperanza llegará
En el rojo y blanco que brilla en tu mirada
Escrita por: Renato Pacote, Pc Portugal, Mocotó, J. Lambreta, André Quintanilha, Arlindinho Cruz, Rodrigo Deja, Ronilson Fernandes, Reinaldo Guimarães