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Veneno

Vasto

Veneno

Compus verdade a queima roupa
Meu querer mais sincero
Me soltar do meu medo

Veja
O tempo e a liberdade
Disputam meu inteiro
Tão cedo eu ter que ser só
Miragem do que não quis viver

Dizer, onde
Com quem, sonhei
Amando-me, sem medo de

Deixar transparecer, coragem de cair e ficar ali
Saudades de sumir
Meu não lugar no todo
Poder olhar sem culpa ou razão

Eu segurei o meu veneno por muito tempo
Bebi revoltas, sem saber ao certo o que eu era por dentro
Eu vomitei tudo que eu não pude suportar

Lá fora eu corro pra não perder sequer um momento
E aqui dentro eu choro por não saber
O que eu faço com essa raiva
Que esse mundo me dá

Ir pra onde não se vai
Largar peso que não me cabe mais
Deixar vir, a dor, a paz, sentir esvair-se da obrigação

Veneno

Compuse verdad a quemarropa
Mi deseo más sincero
Liberarme de mi miedo

Observa
El tiempo y la libertad
Disputan mi ser completo
Tan pronto debo ser solo
Espejismo de lo que no quise vivir

Decir, dónde
Con quién, soñé
Amándome, sin miedo de

Dejar transparentar, valentía de caer y quedarme ahí
Nostalgias de desaparecer
Mi no lugar en el todo
Poder mirar sin culpa o razón

Sostuve mi veneno por mucho tiempo
Bebí rebeliones, sin saber con certeza quién era por dentro
Vomitaba todo lo que no podía soportar

Afuera corro para no perder ni un solo momento
Y aquí adentro lloro por no saber
Qué hacer con esta rabia
Que este mundo me da

Ir a donde no se va
Dejar caer el peso que ya no me cabe
Dejar venir, el dolor, la paz, sentir cómo se desvanece la obligación

Escrita por: Brendon Hoffman