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Cantos Perdidos

Venetta

Cantos Perdidos

Deixa eu pensar
Remoer e provar
Pra mim mesmo
O quanto dói

Deixa eu voltar
Me perder ao lembrar
O que o medo foi
Pra nós

E aos poucos assisto à minha vida
Em cenas perdidas, sem ordem
E aos poucos aceito que o dia
Já não é medida de tempo
E às vezes
Nem sempre
Eu posso acordar

Na minha mente
Ecoa um som
Tão presente
Na solidão

Persistentes
Não cessarão
Na minha mente
Ecoa um som
Que vai me libertar

Deixa eu sonhar
Perceber que não há
Uma só desilusão

Deixa eu vagar
Escolher onde andar
Nessa longa discussão

Delirando num conto febril
As lembranças se moldam
Sozinhas

E eu vejo o que quero
E não peço desculpas
Por cores que faltam
Na bela pintura
Que a voz me fez criar

Na minha mente
Ecoa um som
Tão presente
Na solidão

Persistentes
Não cessarão
Na minha mente
Ecoa um som
Que sempre esteve lá

Dançam memórias que trocam de par
Pra me confundir ao me ver chegar
E me convidar
Pra sempre

Já não me importa o que é real
Qualquer caminho me leva ao final

Nessa imensidão me perco
Ao despertar pela manhã
Passo o dia recordando
A vida que a noite traz
Noite traz
Noite traz

Na minha mente
Ecoa um som
Tão presente
Na solidão

Persistentes
Não cessarão
Na minha mente
Ecoa um som
Que nunca vai parar

Cantos Perdidos

Deja que piense
Remueva y pruebe
Para mí mismo
Cuánto duele

Déjame volver
Perderme al recordar
Lo que fue el miedo
Para nosotros

Y poco a poco veo mi vida
En escenas perdidas, sin orden
Y poco a poco acepto que el día
Ya no es medida de tiempo
Y a veces
No siempre
Puedo despertar

En mi mente
Resuena un sonido
Tan presente
En la soledad

Persistentes
No cesarán
En mi mente
Resuena un sonido
Que me liberará

Déjame soñar
Darme cuenta de que no hay
Una sola desilusión

Déjame vagar
Elegir dónde andar
En esta larga discusión

Delirando en un cuento febril
Los recuerdos se moldean
Solos

Y veo lo que quiero
Y no pido disculpas
Por los colores que faltan
En la hermosa pintura
Que la voz me hizo crear

En mi mente
Resuena un sonido
Tan presente
En la soledad

Persistentes
No cesarán
En mi mente
Resuena un sonido
Que siempre estuvo allí

Bailan memorias que cambian de pareja
Para confundirme al verme llegar
Y me invitan
Para siempre

Ya no me importa lo que es real
Cualquier camino me lleva al final

En esta inmensidad me pierdo
Al despertar por la mañana
Paso el día recordando
La vida que la noche trae
Noche trae
Noche trae

En mi mente
Resuena un sonido
Tan presente
En la soledad

Persistentes
No cesarán
En mi mente
Resuena un sonido
Que nunca se detendrá

Escrita por: Saulo Baumgartner Mosna