Quilombagem
Fazendo um nayabinghi no gueto
Sob os olhares do preconceito
Plantando vontade pra colher verdade
A periferia é vítima do descaso
Povo esquecido, povo que só é lembrado
quando oferece perigo, então, povo, não fique calado
Lute, viva unido, mantenha-se ocupado
procure um modo de se libertar
E se sinta capaz de transformar
Descubra a arte dentro de você
É força e ninguém tem como deter
Dá um aperto no peito ao ver tanto preconceito
Resquício de escravidão. O negro tá no gueto
Não perca as estribeiras, lembre-se da capoeira
Pro quilombo se formar vovô teve que jogar
procure um modo de se libertar
E se sinta capaz de transformar
Descubra a arte dentro de você
É força e ninguém tem como deter
Quilombagem
Quilombagem
Haciendo un nayabinghi en el gueto
Bajo la mirada del prejuicio
Sembrando voluntad para cosechar verdad
La periferia es víctima del abandono
Pueblo olvidado, pueblo solo recordado
cuando representa peligro, entonces, pueblo, no te quedes callado
Lucha, vive unido, mantente ocupado
busca una forma de liberarte
Y siéntete capaz de transformar
Descubre el arte dentro de ti
Es fuerza y nadie puede detener
Duele en el pecho ver tanto prejuicio
Resabio de esclavitud. El negro está en el gueto
No pierdas la compostura, recuerda la capoeira
Para formar el quilombo, abuelo tuvo que luchar
busca una forma de liberarte
Y siéntete capaz de transformar
Descubre el arte dentro de ti
Es fuerza y nadie puede detener
Quilombagem
Escrita por: Luiz De Assis