Altivez
ALTIVEZ
Queimei as tuas cartas
Sem nenhum constrangimento,
Rasguei o teu retrato
No maior desprendimento
Não quero nem de leve
A menor recordação
Tu foste em minha vida
A maior desilusão
Cingiste em minha fronte
A Coroa da amargura
Cravaste no meu peito
O punhal da desventura
Mas hoje a minha vida
É um desabrochar de flores
A tua, no entanto, é um rosário
De amargores.
Eu sigo o meu destino
A cantar muito contente
Que importa que tu sigas
Um caminho diferente
A culpa é toda tua
Não proclames inocência
Dos dois qual o culpado?
Põe a mão na consciência!
É inútil insistires em dizer
Que não me deixas
É tarde, muito tarde...
Para ouvir as tuas queixas
E não te surpreendas
Se algum dia alguém disser
Que abri a minha porta
Para entrar outra mulher.
Altivez
ALTIVEZ
Quemé tus cartas
Sin ninguna avergüenza
Rompí tu retrato
En el mayor destacamento
Ni siquiera lo quiero a la ligera
La memoria más pequeña
Estuviste en mi vida
La mayor decepción
Te ceñiste en mi frente
La corona de amargura
Lo clavaste en mi pecho
La daga de la desgracia
Pero hoy mi vida
Es un florecimiento de flores
El tuyo, sin embargo, es un rosario
De amargura
Sigo mi destino
Canto muy feliz
¿Qué importa que sigas
Un camino diferente
Todo es culpa tuya
No proclame inocencia
¿Cuál es el culpable de los dos?
¡Pon tu mano en tu conciencia!
No tiene sentido insistir en decir
Que no me dejes
Es tarde, demasiado tarde
Para escuchar sus quejas
Y no te sorprendas
Si alguna vez alguien dice
Abrí mi puerta
Para meter a otra mujer
Escrita por: Rene Bittencourt