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Luz del Sertón

Vicente Celestino

Luar do Sertão

Ah, que saudade
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão
Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão

A gente fria
Desta terra sem poesia
Não se importa com esta Lua
Nem faz caso do luar

Enquanto a onça
Lá na verde capoeira
Leva uma hora inteira
Vendo a Lua meditar

Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão
Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão

Ai quem me dera
Que eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra
E dormindo de uma vez

Ser enterrado numa grota pequenina
Onde à tarde a Sururina
Chora a sua viuvez

Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão
Não há, oh! Gente, oh! Não
Luar como este do sertão

Luz del Sertón

Ah, qué nostalgia
Del resplandor de la luna de mi tierra
Allá en la sierra blanqueando
Hojas secas por el suelo
Esta luz de luna aquí en la ciudad tan oscura
No tiene esa nostalgia
Del resplandor de luna allá en el sertón

No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón
No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón

La gente fría
De esta tierra sin poesía
No le importa esta Luna
Ni hace caso del resplandor de luna

Mientras el jaguar
Allá en la verde maleza
Se toma una hora entera
Viendo a la Luna meditar

No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón
No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón

Ay, quién pudiera
Que muriera allá en la sierra
Abrazado a mi tierra
Y durmiendo de una vez

Ser enterrado en una pequeña cueva
Donde por la tarde la Sururina
Llora su viudez

No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón
No hay, oh! Gente, oh! No
Luz como esta del sertón

Escrita por: Catullo da Paixão Cearense / João Pernambuco