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Flor del mal

Vicente Celestino

Flor do mal

Ó, eu recordo-me ainda, deste fatal dia
É, disseste-me, Arminda, indiferente e fria
- És o meu romance, enfim, Senhor
- Basta! Esquece-te de mim, amor

- Por quê?
- Não procures indagar, a causa ou a razão
- Por quê? Eu não te posso amar?
- Não indagues, não

Será fácil de esquecer
Prometo, minha flor
Não mais ouvi falar de amor

Alma hipócrita, fingida, coração
De granito ou de gelo, maldição
Oh! Espírito satânico, perverso
titânico chacal do mal
num lodaçal imerso

Sofrer, quanto tenho sofrido
Sem ter a consolação
O Cristo também foi traído
Por quê? Não posso ser então, não

Que importa o sofrer ferino
Das coisas é ordem natural
Seguirei o meu destino,
Chamar-te, eternamente
Flor do Mal

Flor del mal

Oh, todavía recuerdo este fatídico día
Sí me dijiste Arminda, indiferente y fría
Eres mi romance, en fin, Señor
¡Suficiente! Olvídate de mi amor

¿Por qué?
No busques indagar sobre la causa o motivo
¿Por qué? ¿No puedo amarte?
No preguntes, no

Será fácil olvidar
Lo prometo mi flor
Nunca volví a oír hablar del amor

Hipócrita, alma fingida, corazón
De granito o hielo, maldita sea
¡Oh! Espíritu satánico y malvado
chacal malvado titánico
en un pantano sumergido

Sufre, cuanto he sufrido
sin tener el consuelo
Cristo también fue traicionado
¿Por qué? No puedo ser entonces, no

¿Qué importa el sufrimiento doloroso?
De las cosas es el orden natural
Seguiré mi destino
llamarte, eternamente
Flor del mal

Escrita por: Domingos Correia / Santos Coelho