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Fuerza de Expresión

Vicente Celestino

Força de Expressão

Eu ontem recebi a tua carta
Que é um grito de revolta e de rancor
E li à meia voz que me descarta
De mim, dos sonhos teus, do nosso amor
Erraste com certeza, no endereço
Quiseste ser cruel, mas foi em vão
A alma não se vira pelo avesso
Nem se destrói o próprio coração

Relembro das juras que fazias
Perante a santa virgem em seu altar
E agora relembrando aqueles dias
Não creio que me possas doriar
Teu ódio, teu rancor, tua explosão
É tudo simples força de expressão
Porque nas estrelinhas assim leio
Te amo, quando dizes te odeio

Eu sei que a minha sombra te persegue
E o pranto que choraste confirmou
Embora o teu capricho tudo negue
O teu amor por mim continuou
A carta que escreveste por vaidade
Prediz que o teu orgulho está no fim
Mostrando que padeces de saudade
Que vive simplesmente para mim

Fuerza de Expresión

Ayer recibí tu carta
Que es un grito de rebeldía y rencor
Y leí en voz baja que me descartas
De mí, de tus sueños, de nuestro amor
Seguramente te equivocaste de dirección
Quisiste ser cruel, pero fue en vano
El alma no se voltea del revés
Ni se destruye el propio corazón

Recuerdo las promesas que hacías
Ante la santa virgen en su altar
Y ahora recordando aquellos días
No creo que puedas engañarme
Tu odio, tu rencor, tu explosión
Es simplemente una fuerza de expresión
Porque en las entrelineas así leo
Te amo, cuando dices que me odias

Sé que mi sombra te persigue
Y las lágrimas que lloraste lo confirmaron
Aunque tu capricho lo niegue todo
Tu amor por mí continuó
La carta que escribiste por vanidad
Predice que tu orgullo está llegando a su fin
Mostrando que sufres de nostalgia
Que simplemente vive para mí

Escrita por: Mário Ross / Vicente Celestino