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Solo Lo Hermoso Eternamente Alabaré

Vicente Celestino

Somente O Belo Eternamente Eu Louvarei

Enquanto vivo cantarei suas modinhas
Flores saudosas do passado em vibração
Pois como tu e eu serei um grande namorado
Das áureas farras deste tempo se lá vão

Eu guardarei essa lembrança minha e tua
Cobro e ainda guardo dentro d’alma a luz da lua
A luz do luar daquelas noites tão sentimentais
Daquelas noites que não voltarão jamais

E muito amei e cantei com fervoroso ardor
Foram meus cantos és o hino, és o meu o teu louvor
Nasci cantor para cantar os lindos versos teus
Louvado, pois eternamente seja Deus

Nem sonhando como tu sanhavas com uma flor
Gravando na alma os corações do eterno deus do amor
Eu já nasci para cantar o flor e beijo teu
Não posso profanar o dom que Deus me deu

Tantas mulheres em teus versos tu retratas
Eu podia altivo com seus versos conquistar
E canto sempre o que sei em serenata
E até criei calo na boca que é expressar

Ao som do grilo que seu gás acompanhasse
Eu fui maior de onde eu te operasse
Pois muitos corações malvados
Corações cruéis
Eu com teus versos me plantasse a teus pés

Se Deus me deu voz tão potente
Tão clemente deram os reis
Jamais senti, da minha voz profanarei
Nasci sofri, temei, amei, correi, amei
Cantei o amor e a dor
Cantar é o meu fadário de cantor

Já nasci para cantar o doce flor és de Deus
Não posso profanar o dom que Deus me deu
E nunca amei porquanto e grande e belo amei
Somente o belo eternamente eu louvarei

Em homenagem à saudade que se apura
Em teus poemas de sonora comoção
Hei de cantar o teu talento e formosura
Hei de cantar o teu agrado perdão

Hei de chorar tuas canções, tuas modinhas
Porque clamor tu vens com amor tu não dizias
E, porque a tua velha música sempre sofrendo
É a poesia da poesia do Brasil

Solo Lo Hermoso Eternamente Alabaré

Mientras viva cantaré tus canciones
Flores nostálgicas del pasado vibrando
Pues como tú y yo seré un gran amante
De las doradas fiestas que se van

Guardaré este recuerdo mío y tuyo
Cobro y aún guardo en el alma la luz de la luna
La luz del claro de luna de esas noches tan sentimentales
De esas noches que jamás volverán

Y amé mucho y canté con fervoroso ardor
Fueron mis cantos tu himno, tu alabanza y la mía
Nací cantor para cantar tus bellos versos
Alabado, pues eternamente sea Dios

Ni soñando como tú soñabas con una flor
Grabando en el alma los corazones del eterno dios del amor
Ya nací para cantar tu flor y tu beso
No puedo profanar el don que Dios me dio

Tantas mujeres en tus versos retratas
Podría altivo con tus versos conquistar
Y canto siempre lo que sé en serenata
E incluso creé callos en la boca al expresar

Al son del grillo que su gas acompañase
Fui más grande de donde te operase
Pues muchos corazones malvados
Corazones crueles
Yo con tus versos me planté a tus pies

Si Dios me dio voz tan potente
Tan clemente dieron los reyes
Jamás sentí, de mi voz profanaré
Nací sufrí, temí, amé, corrí, amé
Canté el amor y el dolor
Cantar es mi destino de cantor

Ya nací para cantar la dulce flor eres de Dios
No puedo profanar el don que Dios me dio
Y nunca amé porque grande y hermoso amé
Solo lo hermoso eternamente alabaré

En homenaje a la añoranza que se agudiza
En tus poemas de sonora emoción
He de cantar tu talento y hermosura
He de cantar tu gracia y perdón

He de llorar tus canciones, tus canciones
Porque clamor vienes con amor no decías
Y, porque tu vieja música siempre sufriendo
Es la poesía de la poesía de Brasil

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense, E. O. Ferreira