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Copa de Amargura

Vicente Celestino

Taça De Fel

Realizou-se o que sonhamos
Concretizou-se o nosso amor
Um juramento nós prestamos
Perante a imagem do Senhor

E sem pensar nos desenganos
Eu te ofertei um grande amor
E assim vivemos longos anos
Zombando até da própria dor

Dessa união que foi tão pura, quantas juras
E nós fizemos ante a imagem do Senhor
Nasceu um breve um botãozinho de carinho
Nosso filhinho, nosso sonho e nosso amor

Então vivíamos então contentes, sorridentes
Velando o ninho onde floria uma ilusão
E acreditando ser verdade essa amizade
Eu te entreguei meu coração

Mas se esqueceste o juramento
E profanastes o nosso lar
Meu Deus, meu Deus que sofrimento
Quanta amargura ao recordar
E num terrível desatino
Em meu rival, louco atirei
Mas por maldade do destino
Meu próprio filho eu matei

Hoje me vejo encarcerado, condenado
Cumprindo a pena que o destino me teceu
Envenenaste a minha vida tão florida
Sacrificando a vida em flor do filho teu

Não há sentenças nem prisões para o meu ódio
Não há quem possa dominar o meu rancor
Perdi meu filho, a mocidade e a liberdade
Tudo perdi por teu amor

Copa de Amargura

Se ha cumplido lo que soñamos
Se ha concretizado nuestro amor
Un juramento hicimos
Ante la imagen del Señor

Y sin pensar en desengaños
Te ofrecí un gran amor
Y así vivimos largos años
Burlándonos incluso del propio dolor

De esta unión que fue tan pura, cuántas promesas
Y hicimos ante la imagen del Señor
Nació un pequeño brotecito de cariño
Nuestro hijito, nuestro sueño y nuestro amor

Entonces vivíamos felices, sonrientes
Velando el nido donde florecía una ilusión
Y creyendo ser verdad esta amistad
Te entregué mi corazón

Pero si olvidaste el juramento
Y profanaste nuestro hogar
Dios mío, qué sufrimiento
Cuánta amargura al recordar
Y en un terrible desatino
A mi rival, loco disparé
Pero por maldad del destino
A mi propio hijo maté

Hoy me veo encarcelado, condenado
Cumpliendo la pena que el destino me tejió
Envenenaste mi vida tan florida
Sacrificando la vida en flor de tu hijo

No hay sentencias ni prisiones para mi odio
No hay quien pueda dominar mi rencor
Perdí a mi hijo, la juventud y la libertad
Todo perdí por tu amor

Escrita por: Mário Galvão / Miguel Lima