Ganância
A madrugada
É fria
Não sinto seu
Corpo colado
Ao meu
Somos dua
Paralelas
Nunca quê
Eu vou ti
Encontrar
Você vai pro norte
E eu indo pro sul
Um povo ferido
Você vai encontrar
A mata ardendo
De fome e o povo
Querendo ouro
Cravado nos dentes
Dos madeireiros
Dos garimpeiros
Dos grileiros
Os índios morrendo
De fome bebendo
Cachaça que um
Branco lhe deu
O cheiro é de
Podridão
Cacique não manda
Em nada, governo
Não da condição
Ganância por
Pura razão que diz
Vou deixar meu
Legado não levo
Nada pro outro
Lado, não levo
Nada pro outro
Lado, até meus
Dentes serão
Roubados de
Quem eu enganei
De quem eu enganei
Avaricia
La madrugada
Es fría
No siento tu
Cuerpo pegado
Al mío
Somos dos
Paralelas
Nunca sé
Que te voy a
Encontrar
Tú vas al norte
Y yo voy al sur
Un pueblo herido
Te encontrarás
La selva ardiendo
De hambre y la gente
Queriendo oro
Clavado en los dientes
De los madereros
De los buscadores de oro
De los invasores de tierras
Los indígenas muriendo
De hambre bebiendo
Cachaça que un
Blanco les dio
El olor es de
Putrefacción
El cacique no manda
En nada, el gobierno
No da condición
Avaricia por
Pura razón que dice
Voy a dejar mi
Legado no llevo
Nada al otro
Lado, no llevo
Nada al otro
Lado, hasta mis
Dientes serán
Robados de
Quien engañé
De quien engañé
Escrita por: Vicente Pascale