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Cuadros

Vick

Quadros

Tempestade, calmaria, o oposto do contrário
Tudo na mesma rotina envolvendo os seus laços
Entre o céu e a terra, esse abismo submundo
Quais segredos são guardados no infinito absurdo

Vejo traços de virtudes da criança na calçada
Feito homens de concreto nesse frio da madrugada
O horizonte bicolor traz o bom e o que é ruim
em crateras obscuras quero o que serve pra mim

Num olhar vejo a esperança, em outro a discrença
Prolifera a vaidade como sangue em nossas veias
Sufocam nossos risos entre alegria e dor
Paisagem em quadros vivos que artista não pintou

Na escola dessa vida fiz questão de aprender
O que não faz bem pra mim pode fazer a você
Escorre em desatino, cores, sombras em neblina
Distorcem sentimentos, o castelo em ruínas

Manipulam nosso instinto, como fantoches humanos
Dia e noite sem parar jogo só em prol dos meus planos
Mil pedaços eu me faço, me desmonto sem parar
Quebra cabeça do meu eu, pra depois me rejuntar

Cuadros

Tormenta, calma, lo opuesto de lo contrario
Todo en la misma rutina envolviendo tus lazos
Entre el cielo y la tierra, este abismo submundo
¿Qué secretos se guardan en el infinito absurdo?

Veo trazos de virtudes del niño en la acera
Como hombres de concreto en este frío de la madrugada
El horizonte bicolor trae lo bueno y lo malo
en cráteras oscuras quiero lo que sirve para mí

En una mirada veo la esperanza, en otra la desconfianza
Prolifera la vanidad como sangre en nuestras venas
Sofocan nuestras risas entre alegría y dolor
Paisaje en cuadros vivos que artista no pintó

En la escuela de esta vida me esforcé por aprender
Lo que no me hace bien a mí puede hacerte a ti
Se escurre en desatino, colores, sombras en neblina
Distorsionan sentimientos, el castillo en ruinas

Manipulan nuestro instinto, como títeres humanos
Día y noche sin parar juego solo en pro de mis planes
Mil pedazos me hago, me desmonto sin parar
Rompecabezas de mi yo, para luego rearmarme

Escrita por: Kayo Franco