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Ropa Vieja

Victor Bogo

Roupa Velha

Sapato na mão, pano de grife
Mistura de cheiros e a cara triste
Porque a alegria da bebida tá passando

Chegou em casa
Segurou pra não cair
Encheu a cara
E o coração continuou vazio
Tomou um banho
E se arrumou pra dormir

Levou um tapa da insônia
E se lembrou de mim
Aí trocou de roupa
E me vestiu com a boca

Eu sou aquela roupa velha
Que você não joga fora
Eu sou aquele trapo
Que você usa na hora
Que chega em casa
E vê que deu tudo errado

Eu sou aquela roupa velha
Que você não joga fora
Eu sou aquele trapo
Que você usa na hora

Que chega em casa
E vê que deu tudo errado
Eu sou remendo
Das suas noites de fracasso

Ropa Vieja

Zapato en la mano, tela de marca
Mezcla de olores y cara triste
Porque la alegría de la bebida se está yendo

Llegó a casa
Se aguantó para no caer
Se emborrachó
Y el corazón siguió vacío
Se dio una ducha
Y se arregló para dormir

Recibió un golpe de insomnio
Y se acordó de mí
Entonces se cambió de ropa
Y me vistió con la boca

Soy esa ropa vieja
Que no tiras
Soy ese trapo
Que usas en el momento
Que llegas a casa
Y ves que todo salió mal

Soy esa ropa vieja
Que no tiras
Soy ese trapo
Que usas en el momento

Que llegas a casa
Y ves que todo salió mal
Soy el remiendo
De tus noches de fracaso

Escrita por: Carlos Dias / Felipe Golffi / Gabriel Vittor / Leo Targino