395px

Viajero del Tiempo

Victor Furlan

Viajante do Tempo

Eu não sei se o meu nome é o mesmo de antes
E se eu me descartei no meu discurso não falado?
Eu acordo meio dia e me sinto um viajante do tempo
Tentar viver de nostalgia não cura um osso fraturado

No fim eu não gosto tanto assim de café
Mas eu segurar essa xícara me lembra a casa dos meus pais
Eu estou tão perto de avaré

Ano passado eu costumava ter um plano
Vaselina no cabelo mas não estava comemorando
E se eu perdi as minhas chances e eu estou preso em um momento?
Eu sou um viajante do tempo

Eu não sei se a minha casa é a mesma de antes
E se os lugares que eu durmo forem amaldiçoados?

Aspirante à groupie em ascendência lenta
Cegado pelas luzes gatsby, vivendo nos anos 60
E se os filmes que eu assisto tiverem frames não lançados?
Eu sou um viajante do tempo

Cheiro de alecrim queimado, bilhete velho amassado
No bolso do meu casaco azul, correndo na rodoviária
E se o atrito gera fogo eu quero começar algo novo
Mudo minha roupa e minha verdade como ontem mudei de cidade

A rua agora me recebe em São Paulo com o olhar de um cretino de um pai autoritário
Me fazendo relembrar do porquê eu matei minha família por um troféu imaginário

Tinha vinho country derramado no chão branco do meu quarto
Eu não bebi tudo sozinho, eu estava no interior
Eu amei essas meninas com todo meu amor

Não me inventei por conta própria
Me ensinei sempre a fugir, caí nesse lugar, quero continuar aqui
Jovem, vivo e sonhador
Eu sou um viajante do tempo

Eu não sei se o meu nome é o mesmo de antes
Eu sinto falta do meu eu chorando bêbado na emapa

Aos dezesseis eu costumava ter um plano mas eu pisquei por um segundo e se passaram quatro anos
E se o colar que eu ganhei foi de um traidor excruciado?

Viajero del Tiempo

No sé si mi nombre es el mismo de antes
Y si me deseché en mi discurso no hablado?
Me despierto al mediodía y me siento un viajero del tiempo
Intentar vivir de nostalgia no cura un hueso fracturado

Al final, no me gusta tanto el café
Pero sostener esta taza me recuerda la casa de mis padres
Estoy tan cerca de Avaré

El año pasado solía tener un plan
Vaselina en el cabello pero no estaba celebrando
¿Y si perdí mis oportunidades y estoy atrapado en un momento?
Soy un viajero del tiempo

No sé si mi casa es la misma de antes
Y si los lugares donde duermo están malditos?

Aspirante a groupie en ascenso lento
Cegado por las luces de Gatsby, viviendo en los años 60
¿Y si las películas que veo tienen fotogramas no lanzados?
Soy un viajero del tiempo

Olor a romero quemado, boleto viejo arrugado
En el bolsillo de mi saco azul, corriendo en la terminal de autobuses
Y si la fricción genera fuego, quiero empezar algo nuevo
Cambio mi ropa y mi verdad como ayer cambié de ciudad

La calle ahora me recibe en São Paulo con la mirada de un cretino de un padre autoritario
Haciéndome recordar por qué maté a mi familia por un trofeo imaginario

Había vino country derramado en el suelo blanco de mi habitación
No bebí todo solo, estaba en el interior
Amé a esas chicas con todo mi amor

No me inventé por mi cuenta
Siempre me enseñé a huir, caí en este lugar, quiero seguir aquí
Joven, vivo y soñador
Soy un viajero del tiempo

No sé si mi nombre es el mismo de antes
Echo de menos a mi yo llorando borracho en la emapa

A los dieciséis solía tener un plan pero parpadeé por un segundo y pasaron cuatro años
¿Y si el collar que recibí fue de un traidor atormentado?

Escrita por: Victor Furlan