Pretérito Quase Perfeito
Não vou dizer que eu não queria
que desse certo toda nossa fantasia
Não vou fingir que não fiz planos,
que acreditei serem verdade
nossos pobres desenganos
Não vou rasgar nossos bilhetes,
nossos rabiscos tão sinceros,
corações e paisagens
Nem me afogar na hipocrisia
de acreditar que não foi nada
o que causou tanta alegria
Mas no fundo eu sei, foi melhor assim
Nossos problemas eu não conto pra ninguém,
mas nós sabemos muito bem
Nos filmes com pipoca já faltava sal
O beijo de cinema ficou teatral
Amassos na parede foram se contendo,
e pouco a pouco, muita coisa
foi ficando mais ou menos
E mais ou menos é menos que nada
Desculpa esfarrapada, covardia inibida
Você marcou minha vida, marcou...
E se eu vivesse tudo outra vez,
eu erraria tudo de novo
Mas não diria nunca talvez
pra te servir de consolo
E quando o Sol quiser me apontar
um novo rumo, um novo caminho
Refaço meus sonhos e planos e sigo sozinho
Pretérito Casi Perfecto
No voy a decir que no quería
que todo nuestro sueño se hiciera realidad
No voy a fingir que no hice planes,
que creí que eran verdad
nuestros pobres desengaños
No voy a romper nuestros boletos,
nuestros garabatos tan sinceros,
corazones y paisajes
Ni me ahogar en la hipocresía
de creer que no fue nada
lo que causó tanta alegría
Pero en el fondo sé, fue mejor así
Nuestros problemas no los cuento a nadie,
pero nosotros sabemos muy bien
En las películas con palomitas ya faltaba sal
El beso de cine se volvió teatral
Los arrumacos en la pared se fueron conteniendo,
y poco a poco, muchas cosas
fueron quedando más o menos
Y más o menos es menos que nada
Disculpa desgastada, cobardía inhibida
Tú marcaste mi vida, marcaste...
Y si viviera todo de nuevo,
erraría todo de nuevo
Pero no diría nunca tal vez
para servirte de consuelo
Y cuando el Sol quiera señalarme
un nuevo rumbo, un nuevo camino
Rehago mis sueños y planes y sigo solo
Escrita por: Victor Gimenes