Penúltimo Desejo
Mentem aqueles que falam
Que onde eu canto não bebo
Que também não bebo, se canto
Mentiras se espalham, sim
Não há motivo, portanto
Pra te queixares de mim
Minha dor guardo em silêncio
Mas cresce que nem capim
Me desarruma por dentro
Me ensaia um desalento
E me rói, me rói feito cupim
Sou um barril de pólvora
Prestes a explodir
Portanto, se afaste pra longe
Procure não se partir
Ao estilhaçar-se e ferir-me
Com balas de puro festim
Me deixe de lado, te peço
Já sou meu próprio estopim
Se essa dor for embora
Te chamo, prometo que assim
Quem sabe? Eu cante de novo
Que és meu lar, meu botequim?
Penúltimo Deseo
Mienten aquellos que dicen
Que donde canto no bebo
Que tampoco bebo, si canto
Las mentiras se esparcen, sí
No hay motivo, por lo tanto
Para que te quejes de mí
Mi dolor guardo en silencio
Pero crece como la maleza
Me desordena por dentro
Me ensaya un desaliento
Y me roe, me roe como comején
Soy un barril de pólvora
A punto de explotar
Por lo tanto, aléjate lejos
Procura no romperte
Al estallar y herirme
Con balas de puro festejo
Déjame de lado, te lo pido
Ya soy mi propia mecha
Si este dolor se va
Te llamo, prometo que así
¿Quién sabe? ¿Cantaré de nuevo
Que eres mi hogar, mi bar?
Escrita por: Herminio Bello de Carvalho, Vidal Assis