395px

Adiós a mi tierra

Vieira e Vieirinha

Adeus Minha Terra

Tá fazendo hoje mais um ano
Que eu despedi dos meus pais
Deixei a casinha branca
E a querência dos meus ais
Na viage eu vinha cantando
Mas o meu coração eu deixava pra traz

Foi na hora da minha partida
Minha pobre mãe eu abracei
Em soluço eu pedi sua bênção
Em seu rosto molhado eu beijei
Adeus minha mãe, eu vou-me embora
Vou deixar minha casa e não mais vortarei

Pros amigos que me escrevem carta
Vou pedir isto e nada mais
Não pergunte por uma pessoa
Porque muito desgosto me traz
Só por ela eu deixei pai e mãe
Por estar ausente eles choram demais

Hoje eu levo a vida cantando
Quem lastima vantage não faz
Conhecendo este Brasil colosso
Interiores e as capitais
A viola é minha defesa
Ganho a vida fácil e ainda me distrai

Adeus terra que eu me criei
Adeus serra e adeus cafezais
Adeus povo da velha Congonhas
Adeus tempo que não vorta mais
Hoje longe eu sofro calado
Porque fiz juramento de não vorta mais

Adiós a mi tierra

Hoy se cumple otro año
Desde que me despedí de mis padres
Dejé la casita blanca
Y la añoranza de mis suspiros
En el viaje iba cantando
Pero mi corazón lo dejaba atrás

Fue en el momento de mi partida
Que abracé a mi pobre madre
Entre sollozos pedí su bendición
Y besé su rostro mojado
Adiós madre mía, me voy
Dejaré mi hogar y no volveré más

A los amigos que me escriben cartas
Les pediré esto y nada más
No pregunten por una persona
Porque me causa mucho dolor
Solo por ella dejé a mi padre y madre
Y su ausencia los hace llorar mucho

Hoy llevo la vida cantando
Quien lamenta ventaja no hace
Conociendo este Brasil inmenso
Tanto el interior como las capitales
La guitarra es mi defensa
Gano la vida fácil y aún me divierto

Adiós tierra en la que crecí
Adiós sierras y adiós cafetales
Adiós pueblo de la vieja Congonhas
Adiós tiempo que no volverá
Hoy lejos sufro en silencio
Porque hice el juramento de no volver más

Escrita por: Leu / Liu