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Diciendo adiós a la juventud

Vieira e Vieirinha

Despedindo da Mocidade

Eu fiz uma moda nova
Despedindo da mocidade
Tirando do meu sentido
Tudo quanto é vaidade
Deixando sempre a saudade

A saudade fica mesmo
Devido a recordação
Que fica no pensamento
Doendo no coração
Pra mim que trago em lembrança
A mocidade em distância
A vida é sem esperança

Tem dia que eu fico triste
Mas acho que é bobage
Me lembro que a mocidade
Traz destino e faz corage
Não mais conto esta vantage

Quando eu tinha quinze anos
Eu tinha o que eu desejava
Quando eu não tinha dinheiro
Vinha alguém me carinhava
Pra hoje eu viver sozinho
Ninguém mais me faz carinho
Todos vão nesse caminho

Tudo nesse mundo acaba
E muito mais a idade
Como eu me vejo acabado
Bem contra as minhas vontade
Com a ausência da mocidade

Apesar que eu nunca fui
Completo com meus desejo
Eu nunca esperei viver
Como agora eu me vejo
Me vejo de um outro jeito
Impondo todo o respeito
Todo cheio de defeito

Este mundo é bão e triste
É poucos que reconhece
Muitos falam do futuro
Do passado não esquece
E o presente me entristece

Vai o sol e vem a lua
Logo a natureza muda
Quem tinha o rosto de santo
Transformou em feição de Judas
Quem tinha rosto tão liso
E tudo que foi preciso
Hoje está no prejuízo

Diciendo adiós a la juventud

Hice una nueva moda
Diciendo adiós a la juventud
Quitando de mi mente
Toda vanidad
Dejando siempre la nostalgia

La nostalgia permanece
Debido al recuerdo
Que queda en el pensamiento
Doliendo en el corazón
Para mí, que llevo en la memoria
La juventud en la distancia
La vida es sin esperanza

Hay días en los que me pongo triste
Pero creo que es tontería
Recuerdo que la juventud
Trae destino y hace valiente
Ya no cuento con esta ventaja

Cuando tenía quince años
Tenía lo que deseaba
Cuando no tenía dinero
Alguien venía a consolarme
Para hoy vivir solo
Nadie más me consuela
Todos van por ese camino

Todo en este mundo termina
Y mucho más la edad
Como me veo acabado
En contra de mis deseos
Con la ausencia de la juventud

Aunque nunca fui completo
Con mis deseos
Nunca esperé vivir
Como ahora me veo
Me veo de otra manera
Imponiendo todo el respeto
Lleno de defectos

Este mundo es bueno y triste
Pocos lo reconocen
Muchos hablan del futuro
No olvidan el pasado
Y el presente me entristece

Se va el sol y llega la luna
Pronto la naturaleza cambia
Quien tenía rostro de santo
Se transformó en semblante de Judas
Quien tenía el rostro tan liso
Y todo lo que fue necesario
Hoy está en pérdida

Escrita por: João Marques / Seresteiro