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Gordinha y Pequeña

Vieira e Vieirinha

Gordinha e Pequena

Lá no bairro que eu moro
Tem dia que eu choro, eu não posso sorrir
Eu passo a mão na viola
Pra passar umas hora pra mim distrair

Eu aperto a torina e todas as corda fina
Eu me lembro de Minas Gerais que eu nasci
Eu aperto a amarela, me lembro da donzela
Lá da minha terra, tá longe daqui

Quando vai chegando à tarde
Me aperta a saudade que até nunca vi
Eu passo a mão no pinho
E me vejo sozinho pra mim distrair

Eu aperto o bordão, me aumenta a paixão
Me dói o coração, eu começo a sentir
Eu aperto a toeira, me lembro das mineira
Passo a noite inteira sem poder dormir

De manhã bem cedinho
O cantar dos passarinho não posso arresistir
O que me faz penar
O cantar do sabiá e da juriti

Eu começo a lembrar e me arrecordar
Minha terra Natal no lugar que eu nasci
O que me faz confusão é o cantar do gavião
No alto do espigão antes do Sol sair

No outro dia bem cedo
É que não foi brinquedo, tanto que eu sofri
Eu fui dar um beijo nela
Estava na janela meia fora de si

Na hora da despedida eu pensei minha vida
Foi na minha saída é que eu fui despedi
Dei a mão pra morena, tive dó e tive pena
Gordinha e pequena nunca mais eu vi

Gordinha y Pequeña

En el barrio donde vivo
Hay días que lloro, no puedo sonreír
Acaricio la guitarra
Para pasar un rato y distraerme

Aprieto las cuerdas y todas las finas
Recuerdo Minas Gerais donde nací
Aprieto la amarilla, recuerdo a la doncella
De mi tierra, lejos de aquí

Cuando llega la tarde
La nostalgia me aprieta como nunca vi
Toco el pino
Y me veo solo para distraerme

Aprieto la cuerda gruesa, aumenta la pasión
Me duele el corazón, empiezo a sentir
Aprieto la toeira, recuerdo a las mujeres de Minas
Paso la noche entera sin poder dormir

Por la mañana temprano
No puedo resistir el canto de los pájaros
Lo que me hace sufrir
El canto del sabiá y la juriti

Empiezo a recordar
Mi tierra natal donde nací
Lo que me confunde es el canto del gavilán
En lo alto del espigón antes de que salga el sol

Al día siguiente temprano
No fue juego, sufrí mucho
Fui a darle un beso
Estaba en la ventana medio fuera de sí

En el momento de la despedida pensé en mi vida
Fue en mi partida que me despedí
Tomé la mano de la morena, tuve pena
Gordinha y pequeña, nunca más la vi

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