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Flagelo

Vinicius Magri

Flagelo

Não vá embora não, não abra a porta, não
A rua é fria demais, pra eu te deixar ir
Não vá embora não, não me deixe aqui em vão
A vida é fria demais pra eu te deixar ir

Invente uma desculpa e diga que não vem
Invente algum motivo, invente outro alguém
Mas vem sim
Descubra alguma forma de unir nós dois
Arrume todo o plano e me conte depois
Me diz sim

Eu só sei que, não sei, se estarei a aqui
Gastando o meu tempo enquanto anda por aí

Eu corto o fio, me desagrego
A sua superstição nos
Tornou um prego
De se bater
Pois quando o não quer dizer sim
É a alma quem desiste já pedindo o fim
Que não quer

Eu só sei que, não sei, se estarei a aqui
Vendo as cartas rolarem enquanto você sorri

Se tudo isso for pra me por medo
Vá com calma pois espero não ter pesadelos
De te ter
Já que o amor foi subentendido
Nossos corpos ficam livres desse juízo
De não se ter

Eu só sei que, não sei, se estarei a aqui
Depois de tanto tempo, que eu já me esqueci

Flagelo

No te vayas, no, no abras la puerta, no
La calle está demasiado fría para dejarte ir
No te vayas, no, no me dejes aquí en vano
La vida es demasiado fría para dejarte ir

Inventa una excusa y di que no vienes
Inventa alguna razón, inventa a otra persona
Pero ven sí
Descubre alguna forma de unirnos
Arma todo el plan y cuéntamelo después
Dime que sí

Solo sé que, no sé, si estaré aquí
Malgastando mi tiempo mientras andas por ahí

Corto el hilo, me desintegro
Tu superstición nos
Convirtió en un clavo
Para golpear
Porque cuando el no significa sí
Es el alma la que se rinde pidiendo el fin
Que no quiere

Solo sé que, no sé, si estaré aquí
Viendo las cartas caer mientras tú sonríes

Si todo esto es para infundirme miedo
Ve con calma porque espero no tener pesadillas
De tenerte
Ya que el amor fue sobreentendido
Nuestros cuerpos quedan libres de ese juicio
De no tenerse

Solo sé que, no sé, si estaré aquí
Después de tanto tiempo, que ya me olvidé

Escrita por: Vinícius Magri