Shangri-La
Atravessei arranha-céus na corda bamba
Andei a pé por entre as ruas de Bagdá
Nas cordilheiras do Himalaia
De um abismo a me lançar
Com asas feitas de papel
E ao cair deixo o céu descobrir
Que não era o fim
Quando acordei, estava ali, você
Que me deu a mão
Me socorreu
E me tirou pra dançar
Atravessei noites desertas, minha calma
Dias sem fim no horizonte em Shangri-La
Por entre traços, e as cores
Parei num céu que é irreal
Como baunilha pra o pintor
Como um alento pra uma dor
E caí
Não era o fim
Quando acordei, estava ali, você
Que me deu a mão
Me acolheu
E me tirou pra dançar
Rosa dos ventos cessa os espinhos
Que me marcaram e me ensina
Pra onde seguir sem planos
Sonho escarpado em um momento val
Um rio azul corre em teu seio de Isis
Cheias que vão fluir no leito do nosso amor
Enquanto existir um caminho bom
O tempo nos mostra onde ir
Shangri-La
Caminé por rascacielos en la cuerda floja
Anduve a pie por las calles de Bagdad
En las cordilleras del Himalaya
Para lanzarme desde un abismo
Con alas hechas de papel
Y al caer dejo que el cielo descubra
Que no era el final
Cuando desperté, estabas allí, tú
Que me diste la mano
Me socorriste
Y me sacaste a bailar
Atravesé noches desiertas, mi calma
Días interminables en el horizonte en Shangri-La
Entre líneas y colores
Me detuve en un cielo irreal
Como vainilla para el pintor
Como un alivio para un dolor
Y caí
No era el final
Cuando desperté, estabas allí, tú
Que me diste la mano
Me acogiste
Y me sacaste a bailar
Rosa de los vientos cesa las espinas
Que me marcaron y me enseña
Hacia dónde ir sin planes
Sueño escarpado en un momento valioso
Un río azul corre en tu seno de Isis
Inundaciones que fluirán en el lecho de nuestro amor
Mientras haya un buen camino
El tiempo nos muestra hacia dónde ir
Escrita por: Jone Luma / Nando Vieira / Vinicius Roncato