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Abuela Joaquina

Virgem Suta

Vóvó Joaquina

Passa a ferro
Lava a roupa
Todo o dia a trabalhar
O almoço é um requinte com as sobras do jantar

Não se deixa adoecer
Não há tempo pra doença
A miséria não dá férias aos logrados de nascença

Fez de tudo pra viver
Limpou casas magistrais
Soube ser de confiança
Confiança até demais

O patrão foi um maroto
Armou-se em gingão
Prometeu-lhe muito amor
E só lhe desilusão

Faltou-lhe sempre a coragem para aceitar o compromisso
Fez um filho à desgraçada e afirmou não saber disso
Nunca deu tusto ao puto nem um beijo no focinho
Só se quis aproveitar da pobreza do destino

Vinde a mim minha avózinha
Se puderes vinde até mim
A vida não te foi fácil
Porque me deixaste assim?

Vinda a mim minha avózinha
Acorda da tua sesta
Traz o Elvis e o Herman
Vamos fazer uma festa

Esta crónica num facho
Meu avó é que não é
Se eu o tivesse conhecido dava-lhe um pontapé
Só não cagava dinheiro pois tinha prisão ventre
Era rico e trapaçeiro revelou-se uma serpente
Mas da moça ai que saudades
Foi mais que minha avó
Ensinou-me a ser eu próprio
Mas não foi a pão de ló
Levei broncas de morrer
A gritar "É pro teu bem"
Anda cá filho de Deus quero fazer de ti alguém

Reza a história que meu pai
Levou sovasde bordão
Passa a vida na rua em boémias de vilão

Tenho saudade dos beijos
Que me desde em pequenino
Mulher sábia mulher anjo
Tu mudaste o meu destino

Vinde a mim minha avózinha
Se puderes vinde até mim
A vida não te foi fácil
Porque me deixaste assim?

Vinda a mim minha avózinha
Acorda da tua sesta
Traz o Elvis e o Herman
Vamos fazer uma festa

Vinde a mim minha avózinha
Se puderes vinde até mim
A vida não te foi fácil
Porque me deixaste assim?

Vinda a mim minha avózinha
Acorda da tua sesta
Traz o Elvis e o Herman
Vamos fazer uma festa

Abuela Joaquina

Hierro
Lavar la ropa
Trabajo durante todo el día
El almuerzo es un refinamiento con las sobras de la cena

No te dejes enfermar
No hay tiempo para la enfermedad
La miseria no da vacaciones a los logrados del nacimiento

Has hecho todo lo que has podido para vivir
Casas magistrales limpias
Sabía cómo confiar en mí
Demasiado confianza

El jefe era un travieso
Era un fanfarroneo
Le prometiste mucho amor
Y sólo decepcionarte

Siempre le faltó el valor para aceptar el compromiso
Hizo un hijo para el miserable miserable y dijo que no lo sabía
Nunca le di un beso al niño en el hocico
Sólo uno quería aprovechar la pobreza del destino

Ven a mí, mi abuela
Si puedes venir a mí
La vida no ha sido fácil para ti
¿Por qué me dejaste así?

Viniendo a mí mi abuela
Despierta de tu siesta
Trae a Elvis y Herman
Hagamos una fiesta

Esta crónica en una bengala
Mi abuela no lo es
Si lo hubiera conocido, le daría una patada
La única razón por la que no cagué dinero fue porque tenía estreñimiento
Era rico y el engaño resultó ser una serpiente
Pero la chica que echo de menos
Era más que mi abuela
Me enseñó a ser yo mismo
Pero no era bizcocho
Me regañaron por morir
Gritando: «Es por tu propio bien
Ven aquí, hijo de Dios. Quiero hacerte alguien

La historia dice que mi padre
Tomó un eslogan
Pasa la vida en la calle en bohemio villano

Extraño los besos
Que yo desde que era un niño pequeño
Mujer sabia ángel mujer
Cambiaste mi destino

Ven a mí, mi abuela
Si puedes venir a mí
La vida no ha sido fácil para ti
¿Por qué me dejaste así?

Viniendo a mí mi abuela
Despierta de tu siesta
Trae a Elvis y Herman
Hagamos una fiesta

Ven a mí, mi abuela
Si puedes venir a mí
La vida no ha sido fácil para ti
¿Por qué me dejaste así?

Viniendo a mí mi abuela
Despierta de tu siesta
Trae a Elvis y Herman
Hagamos una fiesta

Escrita por: Jorge Benvinda