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Milonga de Sete Cidades (a Estética do Frio)

Vitor Ramil

Milonga de Sete Cidades (a Estética do Frio)

Fiz a milonga em sete cidades
Rigor, Profundidade, Clareza
Em Concisão, Pureza, Leveza
E Melancolia

Milonga é feita solta no tempo
Jamais milonga solta no espaço
Sete cidades frias são sua morada

Em Clareza
O pampa infinito e exato me fez andar
Em Rigor eu me entreguei
Aos caminhos mais sutis
Em Profundidade
A minha alma eu encontrei
E me vi em mim

Fiz a milonga em sete cidades
Rigor, Profundidade, Clareza
Em Concisão, Pureza, Leveza
E Melancolia

A voz de um milongueiro não morre
Não vai embora em nuvem que passa
Sete cidades frias são sua morada

Concisão tem pátios pequenos
Onde o universo eu vi
Em Pureza fui sonhar
Em Leveza o céu se abriu
Em Melancolia
A minha alma me sorriu
E eu me vi feliz

Milonga de Sete Cidades (a Estética do Frio)

Hice la milonga en siete ciudades
Rigor, profundidad, claridad
En conciso, pureza, claridad
Y la melancolía

Milonga se suelta en el tiempo
Nunca milonga sueltos en el espacio
Siete ciudades son el resfriado de su dirección

En la claridad
La Pampa infinita y exacta me paseo
En rigor me dio
Formas más sutiles de
En Profundidad
Encontré mi alma
Y vi en mí

Hice la milonga en siete ciudades
Rigor, profundidad, claridad
En conciso, pureza, claridad
Y la melancolía

La voz de un milonguero muere
Si no desaparece al pasar la nube
Siete ciudades son el resfriado de su dirección

La brevedad es pequeños patios
Donde vi el universo
En Pureza estaba soñando
La ligereza en los cielos se abrieron
En la melancolía
Mi alma me sonrió
Y me gusto

Escrita por: Vitor Ramil