395px

Bicho del monte (parte de Valete y DJ Ketzal)

W-Magic

Bicho do Mato (part. Valete e DJ Ketzal)

[W-Magic]
O teu coração não sei, mas o meu é bipolar
O mesmo que me faz rir é o mesmo que me faz chorar
Não vivo às metades, eu sou o nada ou o tudo
Para sentir pela metade, podem ficar com tudo!

[Valete]
Oriundo do mesmo espaço nauseabundo
Que me fez inadaptado e soterrado no submundo
Hoje vivo profundo nesta fossa, eremita do vosso mundo
Porque não curto vossa espécie

A vossa existência é uma mentira
A triste ignorância é a vossa força motriz
O país a descambar e nunca sente a vossa ira
Porque passam o dia todo em birras e em haxixe

Vejo essas damas, a minha alma chora
Futilidade mora nessa cabeça que não labora
Materialismo e consumismo é o vosso doping
Se pudessem passavam 24 horas no shopping

Inúteis, vivem para ser Marilyns
Mas nunca conseguem ver a luz como Gremlins
Ser mulher não é só andar produzida
E não é só fazer sobressair o rabo nas leggings

Superficiais como esses broncos
Analfabetos mas com grandes peitorais
O cérebro é um deserto, vivem para ser objectos
E com esse orgulho abjecto de serem metrossexuais

Raça em destroços como casa
Desde sempre que são a desgraça neste enredo
Informação que absorvem dá medo, é o degredo
E o vosso programa cultural é a Casa dos Segredos

Os mais velhos dizem que tudo é corrupção
E que a recessão é culpa dos políticos de má fé
Mas é só conversação, pouca participação
À espera que a revolução aconteça no café

Sente a verdade que eu difundo
Aqui escondido, soterrado no submundo
Bicho do mato, não me adapto a vossa raça
Bem longe da vossa farsa, o eremita!

Sente a verdade que eu difundo
Aqui escondido, soterrado no submundo
Bicho do mato, não me adapto a vossa raça
Bem longe da vossa farsa, o eremita!

[W-Magic]
Estou parada num castelo a ver a vida passar
Cadeados com ferrugem não deixam ninguém entrar
Eu fui esquecida, eu fui banida, lançaram-me ao vento
Perdi o tempo mas conto o tempo como passatempo

As muralhas que ergui são mais altas que os meus olhos
E onde eu perdi, não morri, aprofundou-me foi os olhos
Desorientada no escuro, já não procuro a esperança
Ela deixou-me, abandonou-me, deixou-me só com as lembranças

Vendi a criança exterior para ficar com a interior
O meu sorriso é manchado por partículas de dor
Tenho pavor quando me olhas e me chamas de amor
Como se me visses de perto antes de o sol se pôr

Tu que nem me vês, digo-te, tens os olhos vendados
Eu sou inteira, vês, tenho os bocados colados
Trancada num quarto, quero partir e não parto
Eu não sou a princesa, eu sou o Bicho do Mato!

Sente a verdade que eu difundo
Aqui escondido, soterrado no submundo
Bicho do mato, não me adapto a vossa raça
Bem longe da vossa farsa, o eremita!

Sente a verdade que eu difundo
Aqui escondido, soterrado no submundo
Bicho do mato, não me adapto a vossa raça
Bem longe da vossa farsa, o eremita!

Os meus olhos são escuridões, sigo todos os trovões
Eles não me vêem a alma e ela tem quatro vulcões
Trancada num quarto, quero partir e não parto
Porque eu não sou a princesa, eu sou o Bicho do Mato!

Bicho del monte (parte de Valete y DJ Ketzal)

[W-Magic]
Tu corazón no sé, pero el mío es bipolar
Lo que me hace reír es lo mismo que me hace llorar
No vivo a medias, soy el todo o la nada
Para sentir a medias, ¡pueden quedarse con todo!

[Valete]
Proveniente del mismo espacio nauseabundo
Que me hizo inadaptado y enterrado en el submundo
Hoy vivo profundo en esta fosa, ermitaño de su mundo
Porque no soporto su especie

Su existencia es una mentira
La triste ignorancia es su fuerza motriz
El país desmoronándose y nunca siente su ira
Porque pasan el día en berrinches y en hachís

Veo a esas damas, mi alma llora
La frivolidad habita en esas mentes que no trabajan
Materialismo y consumismo es su doping
Si pudieran, pasarían 24 horas en el shopping

Inútiles, viven para ser Marilyns
Pero nunca logran ver la luz como Gremlins
Ser mujer no es solo lucir producida
Y no es solo resaltar el trasero en leggings

Superficiales como esos brutos
Analfabetos pero con grandes pectorales
El cerebro es un desierto, viven para ser objetos
Y con ese orgullo abyecto de ser metrosesuales

Raza en ruinas como casa
Desde siempre han sido la desgracia en este enredo
La información que absorben da miedo, es el degredo
Y su programa cultural es la Casa de los Secretos

Los mayores dicen que todo es corrupción
Y que la recesión es culpa de políticos de mala fe
Pero es solo conversación, poca participación
Esperando que la revolución suceda en el café

Siente la verdad que difundo
Aquí escondido, enterrado en el submundo
Bicho del monte, no me adapto a su raza
¡Lejos de su farsa, el ermitaño!

Siente la verdad que difundo
Aquí escondido, enterrado en el submundo
Bicho del monte, no me adapto a su raza
¡Lejos de su farsa, el ermitaño!

[W-Magic]
Estoy parada en un castillo viendo la vida pasar
Candados oxidados no dejan entrar a nadie
Fui olvidada, fui desterrada, me lanzaron al viento
Perdí el tiempo pero cuento el tiempo como pasatiempo

Las murallas que levanté son más altas que mis ojos
Y donde perdí, no morí, me profundizó los ojos
Desorientada en la oscuridad, ya no busco la esperanza
Ella me dejó, me abandonó, me dejó sola con los recuerdos

Vendí la niña exterior para quedarme con la interior
Mi sonrisa está manchada por partículas de dolor
Tengo pavor cuando me miras y me llamas amor
Como si me vieras de cerca antes de que se ponga el sol

Tú que ni me ves, te digo, tienes los ojos vendados
Soy entera, ves, tengo los pedazos pegados
Encerrada en una habitación, quiero irme y no me voy
¡No soy la princesa, soy el Bicho del Monte!

Siente la verdad que difundo
Aquí escondido, enterrado en el submundo
Bicho del monte, no me adapto a su raza
¡Lejos de su farsa, el ermitaño!

Siente la verdad que difundo
Aquí escondido, enterrado en el submundo
Bicho del monte, no me adapto a su raza
¡Lejos de su farsa, el ermitaño!

Mis ojos son oscuridades, sigo todos los truenos
Ellos no ven mi alma y tiene cuatro volcanes
Encerrada en una habitación, quiero irme y no me voy
Porque no soy la princesa, ¡soy el Bicho del Monte!

Escrita por: