Rua da Memória
Peço que você preste atenção
Peço que segure a minha mão
Pois a rua que vamos atravessar tem muita história pra contar
Essa rua é a rua da memória
De pessoas que não vão te conhecer
Mas eu quero que você as conheça
Pouco a pouco você vai me entender
Não existiria hoje, se o ontem não nos desse a chance de olhar pra trás
Lembrar dos pais e dos avós que vezes
Sós uniram as mãos em prece por quem viria após
Essa casa cor de rosa é de uma tia
Que rezou todos os dias por você
A casa amarela é da menina
Que o mundo nunca pode conhecer
A casa Branca é do vô que dava bala
A vermelha do cabelo de algodão
A azul é de um primo que foi jovem
E a verde da vovó do cachorrão
Não existiria hoje, se o ontem não nos desse a chance de olhar pra trás
Lembrar dos pais e dos avós que vezes
Sós uniram as mãos em prece por quem viria após
Se essa rua, se essa rua fosse minha
Eu acordava todo mundo de uma vez
Preparava um café com pão de queijo
Apresentava um a um para você
Mas acontece que essa rua já é minha
Mas não tenho como fazer acordar
Eu só posso unir as mãos em uma prece
E minha história reverenciar
Calle de la Memoria
Pido que prestes atención
Pido que tomes mi mano
Porque la calle que vamos a cruzar tiene mucha historia que contar
Esta calle es la calle de la memoria
De personas que no te conocerán
Pero quiero que las conozcas
Poco a poco me entenderás
No existiríamos hoy, si el ayer no nos diera la oportunidad de mirar hacia atrás
Recordar a los padres y abuelos que a veces
Unieron sus manos en oración por quienes vendrían después
Esta casa color rosa es de una tía
Que rezó todos los días por ti
La casa amarilla es de la niña
Que el mundo nunca pudo conocer
La casa blanca es del abuelo que daba caramelos
La roja del cabello de algodón
La azul es de un primo que fue joven
Y la verde de la abuela del grandote
No existiríamos hoy, si el ayer no nos diera la oportunidad de mirar hacia atrás
Recordar a los padres y abuelos que a veces
Unieron sus manos en oración por quienes vendrían después
Si esta calle, si esta calle fuera mía
Despertaría a todos de una vez
Prepararía un café con pan de queso
Presentaría uno por uno a ti
Pero resulta que esta calle ya es mía
Pero no puedo hacer que despierten
Solo puedo unir las manos en oración
Y reverenciar mi historia
Escrita por: Walace Souza