Cabocla Malvada
Quando a cabocla foi-se embora de malvada
O seu vulto pela estrada foi minguando, se apagou
E, ä proporção que ela sumia, desse jeito
Bem no fundo do meu peito, a saudade se enroscou
Dona Saudade me falava, coitadinha
Defendendo a caboclinha para eu não lhe querer mal
E me dizia que a cabocla era só minha
Que esperasse, que ela vinha
Mais bonita e mais leal
Cabocla! Eu já tinha te jurado
Meu punhal tinha marcado
O final dos dias teus
Cabocla! Toma bênção da saudade
Se não fosse a sua bondade
Nem eu sei, meu Deus!
Dona Saudade me alegrava e entristecia
Sempre quando ela me via com jeitinho de chorar
Dizia logo, meu benzinho, homem não chora
Tua cabocla foi-se embora, tua cabocla há de volta
E ela voltou, minha cabocla, minha vida
Veio triste, arrependida, implorando meu perdão
Mal a saudade foi-se embora, fez das suas
Certamente para as duas
Não chegava o coração
Cabocla Malvada
Cuando la cabocla se fue de malvada
Su figura por el camino se fue desvaneciendo, se apagó
Y, a medida que ella desaparecía de esa manera
Bien en lo profundo de mi pecho, la saudade se enroscó
Doña Saudade me hablaba, pobrecita
Defendiendo a la cabocla para que no le deseara mal
Y me decía que la cabocla era solo mía
Que esperara, que ella vendría
Más bonita y más leal
¡Cabocla! Ya te había jurado
Mi puñal había marcado
El final de tus días
¡Cabocla! Recibe la bendición de la saudade
Si no fuera por tu bondad
¡No sé ni yo, Dios mío!
Doña Saudade me alegraba y entristecía
Siempre cuando me veía con ganas de llorar
Decía enseguida, mi cariño, los hombres no lloran
Tu cabocla se fue, tu cabocla volverá
Y ella volvió, mi cabocla, mi vida
Vino triste, arrepentida, implorando mi perdón
Apenas la saudade se fue, hizo de las suyas
Seguramente para las dos
No alcanzaba el corazón
Escrita por: Waldemar Henrique / João De Jesus Paes Loureiro